O Museu do Louvre, na França, está abrindo seus olhos para o mercado mundial. Através da figura de seu diretor, Henri Loyrette, tem realizado ações consideradas incríveis por uns, péssimas por outros. O fato é que o museu está se aproximando mais da comunidade.
Por exemplo: o Louvre assinou um contrato para criar uma filial
Ocorre que há uma turma que não está satisfeita com tamanha abertura do museu. Não querem que o museu abrigue “qualquer” obra e tampouco que as obras do museu fiquem rodando por aí. Ou seja, é a turma do veludo vermelho que quer que a cultura e o refinamento fiquem só para si. Não querem que, como diz Elio Gaspari, a patuléia se aproxime da elite. Não sou como muitos que acham que qualquer coisa é cultura. Não mesmo. Mas acho que as manifestações, sejam elas culturais ou não, devem ser respeitadas e, na medida do possível, promovidas, estimuladas.
Sem um mínimo de organização, não se chega a lugar nenhum. Portanto, toda e qualquer ação envolvendo um museu do porte e história do Museu do Louvre deve ser, evidentemente, muito organizada e criteriosa. Mas, vamos lá: chega de ranço, gente! Chega de achar que cultura está restrita a determinados ambientes. O professor Cláudio Moreno já diz, por onde anda, que a língua portuguesa vai sendo modificada a partir de elementos do português “falado”. Nas ruas, nos bares. E, certamente, está sendo impactada pelo português(se podemos chamar assim, mas vá lá) falado na Internet. A cultura vai sendo modificada segundo a segundo, ainda mais com a velocidade de comunicação que temos hoje.
Mas voltando à vaca fria, o fato é que o Museu do Louvre e qualquer outro museu não deve ser entendido como um lugar inacessível. Deve, sim, ser visto como um santuário da arte, mas no sentido de ser um lugar onde a arte é protegida e cuidada, mas jamais como um lugar para poucos. Já que a Internet esculhambou geral com a comunicação, tornando-a infinitamente mais democrática, que se faça o mesmo com a arte, com os museus, com o mundo: vamos experimentar uma Torre de Babel nos dias de hoje? Muitos dizem que já a estamos experimentando. Eu, do meu lado, acho que não. E você?

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