Há alguns bons anos presencio diferentes momentos, discussões e discursos políticos, de variados temas e partidos. Em muitos deles, com transmissão ao vivo pelas redes disponíveis, desde canal aberto de TV até minuto a minuto em redes sociais. Acaba que só assiste/ouve/lê, na maioria das vezes, pessoas que trabalham com isso, jornalistas setoristas, servidores ligados a algum sindicato da categoria e meia dúzia de cidadãos que se interessem pelo debate público.
Sabe por quê? Poucos dos que falam têm conhecimento real do que estão discutindo, estudaram o assunto, se debruçaram a analisar a proposta. Daí fica realmente algo muito difícil de atrair a atenção do público, que deveria ser o que mais importa para cada eleito democraticamente para ocupar o lugar onde está. A propósito, tem gente que já esqueceu em quem votou nas últimas eleições. Tem aqueles que se presenciarem algumas ocasiões políticas, ficam descrentes. Há inúmeras pautas que precisam avançar nas questões municipais, estaduais e nacionais e que ficam travadas puramente por questões políticas. Enquanto os eleitores esperam que seus eleitos estejam trabalhando diariamente para o fim que foram votados.
Falo da necessidade de elevar o debate, da extrema esquerda à extrema direita, independente de posicionamento político/partidário. A renovação traz esperança de uma nova forma de fazer política, desde que feita por pessoas qualificadas. Do mais jovem ao mais experiente, é preciso dedicação redobrada quando se representa uma parcela da população. Muitos se reelegem mais pelo “grito” do que pela “entrega”, infelizmente. É preciso muito mais do que o básico.
Falo do ensino à educação, passando pelas necessidades de empatia, respeito e do nível de diálogo. Tem momentos vergonhosos da nossa política, muito mais do que assistimos nos telejornais. Chega na manchete quando vira caso de polícia, sensacionalismo ou corrupção. O dia-a-dia tem outros tantos que poderiam ser evitados.
Elegemos políticos para que tenhamos todos, nos diferentes meios que nos inserimos, avanços, não retrocesso. O Brasil já está atrás demais para ter representantes que preenchem espaços que mais parecem um vazio. Falo de ideias, de motivações, de evolução. Como cidadão, acima de tudo. Sem a necessidade de ser contra por ser contra, sabe? Se eu não propus, mas concordo com a tua linha de pensamento, bora mudar juntos. Cada um do seu jeito, mas andando com o mesmo intuito de contribuir para o lugar onde vivemos, onde criamos nossos filhos e que chamamos de nosso. Enquanto continuarmos presenciando bate boca, dedo em riste e gritos ao microfone, continuaremos correndo contra o tempo para evoluir como nação.


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