Para compor uma equipe de comunicação é preciso ter tino, eu insisto. Agilidade, dinamicidade, feeling, proatividade, noção do que tá rolando na imprensa, do que está bombando nas redes…é tanta coisa que parece difícil, mas não é, eu garanto. Tudo tem a ver com perfil, com disposição e vontade de evoluir.
Precisamos de mais pessoas assim. E pasmem: muitas vezes elas nem são formadas em comunicação. Não que eu defenda isso, mas entendo que a vocação entra nessa balança. Tem também o ranço de quem já foi moldado por experiências anteriores e acredita que está fechado numa caixa ou com visão limitada. Fui até o Google para explicar o significado de antolhos: acessório que se coloca na cabeça de animal de montaria ou carga para limitar sua visão e forçá-lo a olhar apenas para a frente, e não para os lados, evitando que se distraiam ou se espantem e saiam do rumo. Nos humanos, é um acessório invisível que fica dentro da cabeça de quem não quer evoluir.
Na hora de compor uma equipe, é preciso atenção ao perfil. Na rotina profissional, saliento a importância da descrição de atividades, alinhamento de expectativas, feedbacks periódicos. E claro, a sinceridade. Conseguimos pontuar, ilustrar, desenhar, quando necessário. E a resposta tem que ser imediata, para não travar o processo e causar frustração no resultado final.
A diversidade de perfis também existe e se completa, quando há espaço, vaga e tempo. Porque a convivência cria elos, completa lacunas e distribui tarefas e responsabilidades. Numa equipe enxuta, precisa-se ser todos em um só. É a realidade de muitas empresas e o que o mercado de trabalha exige cada vez mais. Pessoas múltiplas são caras, são coringas e são a chave para uma boa comunicação.


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