O que querem as mulheres? No passado, foram lançados desde tocadores de MP3 com diamantes, alto-falantes revestidos de cabos elétricos em tom rosa e até nomes de designers famosos nas capas de laptops. Milhares de produtos procuraram, durante anos, tornar a tecnologia menos tediosa e característica dos chatos para conquistar as mulheres e, assim, aumentarem suas vendas.
Agora a Philips, que produz eletrônicos para o consumidor, e a firma de cristais de alta qualidade, Swarovoski estão se unindo por acreditar em “procurar o que as mulheres querem” desde o início. As duas devem anunciar, nesta quinta-feira, como informa o Herald Tribune, em detalhada matéria, uma parceria de longo prazo, unindo os desenhistas das duas empresas.
Active crystals
Tais desenhistas devem criar e desenvolver acessórios eletrônicos sob uma nova marca, a Active Cristals. “Há uma lacuna no mercado para produtos eletrônicos associados ao estilo de vida”, diz Henk de Jong, gerente-geral de periféricos a acessórios da Philips, em Eindwoven, Holanda. “As mulheres entre vinte e quarenta anos estão enormemente interessadas em combinar estilo de vida, design e tecnologia funcional que não seja agressiva”.
Os dois primeiros produtos da moda da coleção Philips-Swarovoski serão fones de ouvido e flash drives, que chegarão ao mercado
Que não deu certo. No passado, a Sawaroski licenciou seu nome a cristais famosos para uma variedade de aparelhos eletrônicos – há, por exemplo, um Nitendo Sawaroski, um mouse decorado com cristais, headphones também decorados, tocadores de MP3 em forma de coração. Não deram certo.
Mas Daniel Cohen, membro do conselho executivo da empresa austríaca, disse que era sua primeira parceria formal
Vantagem da Philips
Para a Philips, os produtos de moda de luxo podem ajudar a turbinar suas margens de venda de produtos eletrônicos, que já representam 40% da renda atual da empresa holandesa, que é de US$ 36 bilhões. Os periféricos Philips-Sawaroski terão, segundo as duas empresas, um modesto ágio. A faixa de preços de toda a linha de produtos será de
O diretor executivo da Philips Consumer Eletronics, Rudy Provoost, afirmou que periféricos e acessórios eram prioridade estratégica de sua empresa. E que a Philips terá um crescimento de dois dígitos: “Esta é uma estratégia a longo prazo para nós.”
Meninas-clientes
Kate Lee, gerente de um programa em Londres para meninas, disse que os produtos com cristais Sawaroski eram muito procurados desde que seu site começou, há três anos, e que o nome Philips era bastante confiável. Em geral, disse Lee, os aparelhos para meninas com nomes de designers “são muito quentes hoje”, citando o celular da Prada. Segundo ela, a busca das empresas por um toque feminino “não é porque as mulheres estão tentando acompanhar a tecnologia, e sim que as empresas de tecnologia estão querendo acompanhar as mulheres”.
CHINA TAMBÉM GANHA NA MÚSICA
“Eu honestamente acredito que, de alguma maneira concreta, o futuro da música clássica depende dos acontecimentos na China nos próximos 20 anos”, diz Robert Sirota, presidente da Escola de Música de Manhattan. “Eles representam uma platéia vasta e nova, bem como um contingente de instrumentistas de música clássica que é muito maior do que qualquer coisa que já presenciamos. Estamos vislumbrando um futuro, talvez dentro de 20 ou 40 anos, no qual Xangai e Pequim serão de fato considerados centros mundiais da arte musical”.
“Existe na China uma tremenda vontade de buscar a perfeição”, acrescenta Paavo Jarvi, diretor da Orquestra Sinfônica de Cincinati. “Há um portal aberto. Eles estão seguindo em frente em vez de ficarem parados no mesmo lugar”. E eles, os estudantes de música e os já formados, chegaram ao Ocidente e tornaram-se expoentes nas orquestras. Em um fim de semana são capazes de aprender uma partitura na qual os ocidentais demoram três meses.
As generalizações culturais são sempre arriscadas. Mas músicos e educadores ocidentais citaram qualidades similares dos virtuoses chineses: paixão, refinamento, expressividade e brilho. Basta constatar que o artista mais badalado da música clássica é o pianista chinês Lang Lag, 24, adorado por fãs em todo o mundo. O maior evento no mundo da ópera no ano passado foi a estréia na Ópera Metropolitana de Nova York do já famosíssimo Tan Dun em “The First Emperor”, que será levada à China no próximo ano.
Nos últimos cinco anos, maestros chineses deram o salto para pódios proeminentes, modelando orquestras e companhias de ópera. A chegada deles é sentida principalmente na Europa, mas o astro em ascensão, Xian Zang, 33, foi recentemente contratado para o cargo de maestro associado da Orquestra Filarmônica de Nova York.
As escolas de música estão enviando administradores à China em viagens de recrutamento ou realizando concursos de seleção no país. As inscrições on line para o Conservatório de Música da Nova Inglaterra, em Boston, duplicaram nos últimos três anos. A Escola de Música de Eastman, em Rochester, estado de Nova York, enviou seu diretor de admissão à China em uma sondagem, em outubro do ano passado. A Escola tem cerca de cem candidatos para o ano que vem, o dobro do registrado há uma década.


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