A semana que passou foi de euforia nas redes sociais. Dizer “Estou no Clubhouse” foi a frase mais desejada por muitas pessoas e foi aí que iniciou uma grande corrida por um lugar na rede social mais comentada dos últimos dias.
Com propósito de promover grupos de conversa por meio de áudios, a nova plataforma, antes mesmo de ser testada por quem a deseja, gera uma série de sentimentos. É considerada exclusiva, porque só dá acesso a quem é convidado – e isso gera desejo.
Clubhouse tem a adesão de importantes celebridades e permite que você tenha a chance de entrar numa roda de conversa com eles. Isso produz curiosidade. E o medo de ficar de fora da última novidade intensifica o valor que damos para produtos exclusivos e faz com que a nova rede social seja misteriosa e muito valiosa.
Nestes primeiros dias, a rede também provou que é pouco inclusiva. Só entra quem tem iPhone, só entra quem é convidado e tem “contatos” para isso. Além disso, as regras iniciais da rede têm promovido comportamentos um tanto previsíveis. Já tem gente vendendo convites e gente pedindo para comprar entrada na plataforma.
Estou no Clubhouse desde o dia 6 de fevereiro e demorei nada mais que 10 minutos para ingressar na plataforma. Vi alguns conhecidos divulgando, baixei o app e um amigo liberou meu usuário. Ao contrário do que todo mundo dizia, achei fácil o ingresso (claro, para quem trabalha com comunicação pode ser mais fácil mesmo!).
Mas achei a plataforma fenomenal porque em menos de 24 horas recebi pelo menos 3 mensagens de gente que eu não falava há anos e queria convite para entrar na rede social. Achei curioso e um tanto oportunista! Também vi muita gente mostrando em Instagram e Facebook que já estavam no grupo seleto do Clubhouse, uma espécie de “Eu sou importante e por isso estou aqui”.
Engraçado isso! (juro que não fiz esse tipo de postagem).
Além de dar oportunidade pra gente ver o comportamento das pessoas diante a novidade, a plataforma promove conversas interessantes sobre assuntos diversos e que você pode filtrar. Mas também fiquei apavorada com a frequência das pessoas dentro dos grupos de conversa. Tem gente que está há dias nas salas de conversa, falando, interagindo.. dando palpite.. Eu mal consigo lidar com as notificações!
Com prós e contras, eu avalio Clubhouse como uma plataforma interessante para produção de conteúdo e para se comunicar, especialmente por que ali são formados diálogos e interações, como se fosse um estúdio de rádio. Na verdade, podemos comparar as salas com vários estúdios de rádio, onde são veiculadas diferentes conversas ao mesmo tempo – coisa que os áudios do WhatsApp não conseguiam fazer, porque ali você era dono do seu monólogo, não há debate de ideias.
Por fim, o “Estou no Clubhouse” é uma chance de se comunicar de forma diferente, nem que seja só para dizer que você faz parte de um grupo exclusivo.


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