Perdi meu tempo, esta semana, olhando alguns dos blogs que figuram em lugares de destaque nos rankings nacionais. E digo que perdi tempo por estar tão decepcionada com quem os escreve como com quem os freqüenta e, conseqüentemente, os pontua.
Um deles, muito badalado (e não o citarei nominalmente porque me recuso a ser mais uma a dar-lhe visibilidade), ganhou notoriedade empreendendo uma campanha, que mantém, difamatória contra os evangélicos. Não estou aqui defendendo religião nenhuma. Apenas o democrático direito de cada um de acreditar no que bem entende. E não estou falando em críticas fundamentadas: estou me referindo a ataques que usam a mais baixa das armas de quem tem um veículo de comunicação em mãos que é o ridicularizar o outro.
Fico besta com este panorama, até porque o blog em questão é responsável por um dos mais idiotas hoax (embuste, em tradução literal) já publicados. E, pasmem, levado a sério, além de, posteriormente, defendido pelo autor numa argumentação calhorda.
A web.2 e a web.3, com seus filhotes mais célebres como orkut e youtube, tornaram-se os espaços mais livres do planeta – exceção feita aos países que os censuram. Até aí, muito bom.
No entanto, as prisões recentemente feitas de traficantes (asquerosos rapazes bombados que moram com a mamãe que ficou chorando quando seu bebê foi levado pela polícia) de ectasy revelaram que os canalhas usavam seus espaços virtuais para fazer “negócio”. Pra completar a semana, a Finlândia entrou para a fatídica listagem de países “premiados” por jovens serial killers com a notícia do rapaz que avisou através de vídeos postados na rede que ia cometer seu crime.
Antes que me chamem de adepta da censura, vou deixar bem claro: censurar é arbitrário, mas deixar sem ao menos um controle preventivo o universo virtual é pedir para que os bandidos se tornem cada vez mais atrevidos em suas investidas. E não é só a rede não: que tal o meliante de Porto Alegre que colocou câmeras na rua onde morava para controlar o movimento, em especial o da polícia?
O descompasso entre o avanço tecnológico e a gestão da prevenção e do combate à criminalidade está se tornando cada vez mais gritante. Já que nada se pode fazer, comecemos por nossa casa: olho na gurizada e no que fazem diante dos computadores.
