
Já dizia He-Man, vários anos atrás. Esta consciência é necessária aos patrocinadores, de que têm muita força. Com as recentes denúncias de corrupção na Fifa, Adidas e Coca-Cola saltaram na frente e exigiram transparência nas investigações e o fim de rumores na entidade máxima do futebol.
Estas empresas, que investem há décadas na Fifa (A Adidas, desde 1970; a Coca-Cola, desde 1978) fazem parte de um seleto grupo de patrocinadores da entidade. Junte-se a eles Hyundai/Kia, Emirates, Sony e Visa. Pois estes são os grandes mantenedores da indústria do espetáculo futebolístico mundial. E são eles quem podem pressionar para que esta entidade esclareça de vez todos os rumores, denúncias e eventuais irregularidades. São eles quem podem, através da ação no órgão mais sensível do corpo humano(o bolso, como sabemos), exigir que haja muita clareza na gestão do dinheiro dos patrocinadores.
FIFA PARTNERS

Foram os patrocinadores, através das décadas, um dos grandes responsáveis pela profissionalização da gestão dos recursos nos clubes de futebol. O que é absolutamente natural. Quando investimos um recurso em qualquer iniciativa, queremos saber como ele está sendo alocado. Claro, os clubes não iniciaram os processos de profissionalização de gestão somente por isto. Exigências de uma maior eficiência na alocação dos recursos, exigência de maximização de resultados também foram e são fatores muito importantes.
Mas, voltando à questão do recurso dos patrocinadores. Na prática, eles precisam entender que têm a força. Que são eles os agentes que podem modificar o quadro de gestão dos clubes, exigindo cada vez mais transparência na gestão dos recursos, bem como sua alocação por equipe técnica e qualificada(seja na área de marketing, futebol, gestão, etc). A exemplo de He-Man, eles têm a força. Da mesma forma que citei, algumas colunas atrás, que os clubes têm a força frente aos veículos (no caso me referia à negociação dos direitos de transmissão, estava em pauta a TV Globo e Rede TV!), desde que atuassem de forma coletiva, cooperativada. Os clubes, quando agem assim, também têm a força.
A situação é um pouco diferente no caso dos anunciantes, pois a força deles vem dos recursos que investem. Como não são valores desprezíveis, eles têm a força realmente. Que a usem em prol do desenvolvimento do espetáculo, pois uma vez que os clubes realmente tenham transparência, competência, técnica e foco em resultados, o futebol vai se tornar mais atraente e, portanto, mais rentável para todos aqueles que dele participam, todos os seus players.

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