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Falando bastante

Por Flavio Paiva

Hoje as pessoas fazem reuniões, trocam áudios em Whatsapp, se comunicam via redes, fazem apresentações para prospects/clientes, veem vídeos no YouTube, além de dados de audiência. Assim, uma coisa é certa: nunca se falou tanto. Isso que eu nem estou considerando conversas entre amigos, vizinhos, filas de supermercados, coisas assim.

Claro, é parte dessas pessoas que realmente fala, alguns só assistem. Mas mesmo os que assistem acabam debatendo entre si sobre o que assistiram. Vide BBB 21, que foi um fenômeno de audiência e faturamento.

Então, as pessoas realmente falam. E falam. E falam. Tanto no modo profissional quanto da vida alheia (essa audiência também acredito que tenha aumentado, apesar de não haver medição). Existem genericamente uma ansiedade tanto de comunicação quanto de informação. E literalmente ansiedade, porque as pessoas estão usando mais ansiolíticos ou outras formas de descarregar ou controlar a ansiedade.

O mundo pulsa numa velocidade impressionante, emitindo sinais (informação) para todos os lados. Nem sempre informação útil ou boa, evidente. Mas a emissão está acontecendo.

E se observarmos um pouco mais à distancia o sossego de uma mata ou do espaço e a velocidade, intensidade e ruído da comunicação que trafega (inclusive pelo fundo do mar, pra desassossego dos seres de lá) é um paradoxo chocante. Um pouco até inquietante para mim, porque a distância entre os dois é gigantesca, um é um extremo e outro, é o outro extremo.

Naturalmente que não eram extremos assim. Foram se tornando mesmo aos poucos, com o avanço da tecnologia, da troca de informações, desenvolvimento de cidades e dos próprios meios de comunicação e claro, do desejo humano. Desejo seja por mais poder, mais riqueza ou pela grama do vizinho. Ou também, o desejo pelo desenvolvimento em si, da ciência, pelas ações de ajuda ao próximo, mas essas normalmente se não são em silêncio são quase.

Então, mesmo que essa transformação tenha se dado ao longo de centenas de anos, ainda assim é um período curto para tanta transformação, ainda considerando que no final a curva de transformação cresceu modo muito veloz e exponencial.

Então, convido você a parar em um fim de semana ou momento de descanso e pense no seguinte: como isso realmente aconteceu na humanidade e na vida de cada um? E principalmente, por quê? Era essa mesmo a ideia original da sua vida? E se ela não está indo na direção planejada, mudou para melhor ou pior? E qual o objetivo disso? 

Autor

Flavio Paiva

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