A Fotografia (com efe maiúsculo mesmo), em jornalismo, uma fotografia de qualidade, exige um aprendizado que precisa ser estimulado, aprimorado e, sobretudo, questionado em uma instituição especializada, preferencialmente de ensino superior. Pode ser uma universidade ou uma Escola de Fotografia, na qual o estudante que já demonstrou talento para essa atividade terá condições de desenvolvê-la plenamente.
A fotografia de qualidade é fundamental para o Jornalismo. E não como coadjuvante, como erradamente pensam alguns editores, aqueles preocupados em “fechar” uma edição e, muitas vezes, escolhem uma foto sem expressão apenas para “tapar buraco”. Isso é terrível, pois um fotógrafo, no Jornalismo, não é um “retratista”, mas um repórter fotográfico, que percebe que uma imagem representa a integração na informação, sintonizada com o texto e com a proposta da reportagem/matéria.
Infelizmente, ainda não sabemos, nós, jornalistas, de uma forma geral, e as instituições, valorizar a fotografia como integrante de um conteúdo único. Talvez por isso, os fotógrafos ainda sejam vistos como “coadjuvantes” no processo jornalístico. Nós, jornalistas temos culpa por valorizar pouco a atividade, mas também somos culpados por não exigir dos fotógrafos uma formação mais consistente. E os patrões podem ser incluídos nessa ciranda, porque também não exigem qualificação jornalística dos fotógrafos. Em parte por comodidade, afinal, desta forma estabelecem uma faixa salarial mais baixa para estes profissionais.
Então, considero que um fotógrafo de qualidade é um artista, ele nasce com um talento inato de ter mais sensibilidade e percepção. Se não tiver isso, nem precisa se lançar na profissão, pois não passará de um retratista. Porém, mesmo com estas habilidades, há outras que ele pode aprender e adquirir com professores em uma escola. Aí citamos a agilidade, coragem, paciência e determinação para visualizar cenas interessantes onde outros perceberam apenas o que é normal.
O aprendizado em uma escola ou universidade também precisa disponibilizar uma infraestrutura que lhe permita exercer a atividade nas condições mais variadas, sejam climáticas, sociais e emocionais. Não importa o que esteja acontecendo, o bom fotógrafo deverá manter o foco na sua função porque os momentos não se repetem… ou se acontecem, são raros. Por isso, NUNCA perca uma oportunidade. Diz o ditado: “cochilou, o cachimbo caiu!”.
Por isso mesmo: aproveite todas as oportunidades para, primeiro, fazer seu trabalho bem feito, depois, saber explorar o que for bom. E nada melhor do que os concursos de fotografia para catapultar uma carreira e ainda ganhar algum dinheiro. A propósito, o Coletiva.net divulga que o Sistema Fecomércio-RS/ Sesc está promovendo o 11º Concurso Sesc de Fotografia para profissionais e amadores. Nesta edição, o futebol é o tema e a Copa do Mundo a inspiração. Não espere! Mãos… ou máquinas à obra.

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