UMA CORTE SOB ANÁLISE DA IMPRENSA
Jornalistas políticos de Brasília se concentram essa semana na análise da crise em que vive o Supremo Tribunal Federal depois que a imprensa divulgou uma possível troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, o dono do banco Master, hoje preso.
O ministro nega que a ligação fosse para ele, mas alguns jornalistas chegaram a pedir sua renúncia depois que ficou conhecido do público o contrato do escritório de sua esposa com o Master com o quase inacreditável custo de mais de 3 milhões de reais por mês por um prazo de 3 anos.
As atenções se voltam para o presidente do STF, ministro Edson Fachin, que tem se mantido cauteloso até agora, embora sofra a pressão de alguns ministros para que assuma uma posição pública em favor de Moraes.
Quando a crise envolveu o ministro Toffoli, Fachin divulgou uma nota em sua defesa, mas logo trabalhou para que ele se afastasse da relatoria do caso Master.
Os ministros do Supremo, segundo jornalistas de Brasília, olham com preocupação para o ministro André Mendonça, o novo relator do casa Master, que continua apoiando as investigações da Polícia Federal sobre o caso.
O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, divulgou nota criticando o vazamento das investigações da polícia.
O ministro Flávio Dino preferiu analisar o que faz o Supremo, dizendo que ele erra muito, mas acerta mais.
Finalmente parece que o tal código de ética que deverá ser seguido pelos ministros, a ser relatado pela ministra Cármen Lúcia, será submetido ao crivo dos demais ministros ainda esse semestre.
Enquanto isso…

