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Jornalismo Alternativo: bom ou ruim ou nada demais?

Dentre tantas notícias sobre comunicação que encontro diariamente em vários sites, mas principalmente na Coletiva, dois me chamaram a atenção nos últimos dias: a …

Dentre tantas notícias sobre comunicação que encontro diariamente em vários sites, mas principalmente na Coletiva, dois me chamaram a atenção nos últimos dias: a contratação de vários profissionais pela Agência Paim – 15, para ser mais exato, enquanto a Escala demitia; e a informação sobre a 1ª Edição do Curso de Jornalismo Alternativo, promovido pela Nonada  – Jornalismo Travessia. Veja aqui: http://www.coletiva.net/noticias/2016/02/workshop-incentiva-producao-de-canais-de-comunicacao-independentes/.

Em um primeiro momento fiquei feliz, pois sempre fui favorável à expansão e difusão do conhecimento e capacitação dos profissionais de comunicação. Afinal, a filosofia do “quanto mais eu souber e for capaz, melhor será para mim, quase sempre dá bons resultados”. E a primeira informação é atraente: “Com o objetivo de incentivar a produção de novos canais de comunicação independentes, o Nonada – Jornalismo Travessia lança a 1ª edição do curso de Jornalismo Alternativo. De acordo com os organizadores, os orientadores acreditam que o jornalismo alternativo é o caminho para dar voz a quem ainda é invisível à grande mídia”, diz a nota.

Enfim, um curso rápido e com foco em aprendizado e capacitação, segundo o programa, que diz: O workshop prevê exercícios e a realização de entrevistas e reportagens que poderão ser publicadas no site do Nonada, além da criação de um veículo alternativo ou de uma grande reportagem como trabalho final. As aulas serão ministradas quinzenalmente, nos sábados à tarde, das 15h às 17h, de abril a outubro, no Santander Cultural. Em novembro, serão lançados os trabalhos e projetos realizados ao longo do curso.

E os módulos são, realmente, interessantes. Confiram:

 Para que(m) serve o jornalismo alternativo? (09/04 e 23/04)

– Sensibilidade e voz no jornalismo (07/05 e 21/05)

– Deriva jornalística (04/06 e 18/06)

– Formatos e narrativas: novos modus operandis do jornalismo (02/07 e 16/07)

– Cultura e arte política (06/08 e 20/08)

– Travessia jornalística: como criar seu próprio veículo (03/09 e 17/09 – 01/10 , 15/10 e 29/10)

Depois, fui ler com mais calma a proposta do curso e fiquei intrigado em um aspecto: Para se inscrever, não é preciso ser jornalista ou estudante da área. O investimento é de R$ 180…

Bem, aqui é que fico com a pulga atrás da orelha: talvez o texto não tenha sido tão explicativo porque deu a entender que qualquer que goste ou se interesse por jornalismo pode fazer o curso. Mas vai aprender para EXERCER o jornalismo ou para GERENCIAR uma empresa (individual ou micro) de comunicação. Como jornalista, óbvio, eu gostaria que alguém com capital fosse empreendedor e investisse em uma empresa, seja jornal, rádio, assessoria etc. Mas se for para algum aventureiro se habilitar em um curso extra-faculdade, desculpe, não posso apoiar. Sou partidário do diploma enquanto as faculdades de comunicação estiverem em atividade, principalmente as que cobram para formar os profissionais. Mas como o curso é aberto a todos, quem puder participar, que tenha bom proveito.

Autor

Julio Sortica

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