Por coincidência, o dia 7 de abril, dedicado ao jornalista, “caiu” no dia reservado para a coluna que escrevo para a Coletiva, justamente sobre jornalismo. E investi boa parte do dia a conferir o que diziam alguns dos colegas e amigos pelo face ou mesmo em alguns programas de rádio. E não me surpreendi ao constatar que, independente do setor jornalístico ao qual cada um se dedica, a palavra que mais apareceu foi esta: missão.
Exatamente o que penso: ser jornalista não é apenas uma profissão, é mais do que isso, é uma missão. E quase todos que se manifestaram sobre o tema com este enfoque, destacaram que essa “missão” surgiu cedo, ainda na infância, seja por influência familiar ou por um destes desígnios para os quais não temos explicação. Mas ao ouvir esse chamado, lá fomos cumprir a missão. E eu acrescentaria um adjetivo importante ao substantivo “missão: nobre.
Então, essa nobre missão se caracteriza como todas as profissões, a uma generosa vontade de ser útil à sociedade seja informando, distraindo ou orientando a população sobre os mais variados temas. Alguns nascem jornalistas, outros se fazem jornalistas por meio do aprendizado, e outros se transformam em jornalistas pelo convívio, mas todos temos em comum a consciência da necessidade imperiosa de exercer a profissão com dignidade e resignação. A ponto de muitos compararem o jornalismo ao sacerdócio, atividade na qual é preciso abrir mão de muita coisa para atingir seus objetivos.
Em resumo, pode ser que, em alguns casos, o jornalismo tenha sido uma carreira/profissão escolhida pelo glamour que a cerca, em outros, por herança, mas na realidade, mesmo a estes, a missão nobre de informar sendo impregnada. E assim seguimos até o fim da carreira.
Parabéns jornalistas de verdade!

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