Comecei a ler o livro Essencialismo: a disciplinada busca por menos, de Greg McKeown. Cheguei na metade e já consigo ter certeza que é uma boa indicação. Não servirá para todos, claro, pois se trata de uma escolha de vida.
Nos faz relembrar de todas as aptidões, virtudes e conhecimentos que agregamos ao longo desta jornada, destacando os seus devidos usos de forma mais inteligente, produtiva e saudável. Saber se garantir em diferentes frentes profissionais, se interessar por estudar constantemente, dissertar e transitar em temas que se completam são algumas das muitas características que podemos ter, porém, não é sinônimo de querer ou precisar trabalhá-las ao mesmo tempo. É sobre ser assertivo, gerenciar o tempo, ter produtividade. E o melhor: não culpar-se por dizer não.
Depois de algumas fases da vida, passamos a fazer opções. É natural, é consequência. A pandemia acelerou isso um pouco, é evidente. Para muitos, a mudança no ritmo de vida, a exigência do estar ou não presente fisicamente, o domínio um pouco mais flexível da sua própria agenda foram coisas que vieram para ensinar. Reflexões, decisões e mudanças necessárias – e impostas, com saldo positivo ao olhar para o jeito de levar a vida ali atrás. Trata mais de olhar para frente, adiante, sabendo que mudar a rota sempre é uma opção possível, desde que viável.
As relações estão diferentes. A decisão de concentrar tempo, esforço e conhecimento pode ser de quem sabe o que está fazendo, de quem conhece e executa o processo. Ou então de outras pessoas (clientes, família, chefes) que versarão sobre onde devemos dedicar a energia, desde que não tenhamos escolhido antes deles. O que é significativo para cada um de nós? Como encontrar o equilíbrio de obrigações, prazeres e escolhas? O que é, de fato, essencial para que possamos ser melhores no que podemos ser? O livro ensina que o essencialista toma as próprias decisões – e só entra em ação se puder fazer a diferença. Que seja inspiração para um futuro próximo e novas leituras para levar com a vida. Pode ser que este texto pareça um pouco utópico para uns. Pode ser uma chave para outros ou ainda pura bobagem. Mas para quem chegou até aqui, posso garantir que querer sempre estar envolvido em tudo, é vaidade.


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