Vivemos com a mente esgotada, de tantos inputs que recebemos durante o dia. Para produzir esta coluna, sempre converso com algumas pessoas, tentando extrair delas alguma visão diferente sobre fato ou fenômeno. Porém, desta vez, todas me disseram o mesmo: “Estou com a mente esgotada, não sei como te ajudar.”
Claro que é um fenômeno muito nosso conhecido. Sabemos que estamos vivendo dias de stress, agitação e correria. Seja no trabalho seja, por conseqüência, na vida social.
Agora vejam: por estarem com a mente esgotada, estas pessoas não puderam me ajudar a criar, a ver as coisas por outro ângulo. Assim é que, no caso destas pessoas – e de muitas outras, com certeza – a criatividade também está
Se isto é verdadeiro, o nosso aumento de produtividade, que deveria ser benéfico para as empresas, pode as estar tornando menos competitivas e muito mais repetitivas. Inovação e criatividade podem estar sendo seriamente afetadas pelo elevado grau de stress, oriundo da excessiva carga de trabalho, má utilização do tempo, entre várias outras questões.
E como se desestressar um pouco para reaver (também um pouco) de sua capacidade criativa? Uma das formas é justamente “saindo do ar”. Pensar fora do quadrado, isolar-se, fazer caminhos que não se costuma fazer, conversar com pessoas que não se costuma conversar. Estas são receitas tanto para manter a capacidade cerebral intacta(estimulando nossa atividade mental) quanto para conhecer coisas novas e diferentes, vendo o mundo de uma outra forma. Resumindo: estamos como o lixo: precisamos ser reciclados.

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