O comportamento de todas as carreiras (aqui, me refiro a carreiras de personalidades públicas, como artistas, jogadores de futebol, etc) tende a ser oscilante. Porém, é claro que se a pessoa chegou ao ponto de se tornar uma personalidade, é porque sua carreira vem crescendo, ao menos em termos de visibilidade e exposição na mídia. A tendência é que a carreira chegue a um ápice e depois decresça, podendo novamente (motivada por um fator externo, no caso do jogador de futebol uma transferência para um clube europeu) iniciar um novo ciclo de crescimento.
Teoricamente, a morte interromperia este ciclo de crescimento, iniciando uma queda lenta e gradual até o desaparecimento da celebridade do mapa. Teoricamente. Não é o que acontece na prática. Tanto assim que há empresas especializadas na gestão de imagem de celebridades mortas.
Existem exemplos de artistas que faturam, inclusive, muito mais depois de mortos do que vivos. O grande exemplo de personalidade morta e altamente rentável é Elvis Presley. É o líder do ranking da Forbes de celebridades mortas, apesar de terem se completado recentemente 25 anos de sua morte. Compõem o ranking ainda John Lennon, Charles Schulz (cartunista), Bob Marley, Marylin Monroe, entre outros.
O ranking de celebridades mortas da Forbes está aqui: clique aqui
Como pode se ver, a morte pode não ser o início da queda de determinadas pessoas, mas o início de uma ascensão ainda maior. Pode parecer paradoxal, mas é verdade. Diversos são os fatores que levam uma pessoa a aumentar sua “importância” após a morte. As circunstâncias da morte certamente são relevantes neste aspecto. Mortes trágicas de jovens como a Princesa Diana, Kurt Cobain e James Dean contribuem tanto para chocar a opinião pública como movê-la a comprar artigos que façam referências a estas celebridades. E muitos outros fatores, como o tipo de atividade que a pessoa desempenhava. Mas não vou me alongar nesta análise, que seria por si só objeto de uma coluna inteira.
A comprovação irrefutável de que celebridades rendem – e muito – depois de mortas é termos grandes empresas trabalhando neste segmento. A CMG Worldwide está inclusive se instalando no Brasil, embora não cuide exclusivamente de celebridades já falecidas. Outra, a Roger Richman Agency, tem mais de 23 anos de atividades nos EUA (tem propriedades como Carmen Miranda, Albert Einstein e Sigmund Freud).
Pode ser um nicho de mercado meio estranho, do qual algumas pessoas não queiram nem ouvir falar, mas é um nicho relativamente novo, em especial no Brasil, e promissor, ao que tudo indica.
Links relacionados:
Página da CMG Worldwide: clique aqui
Página da Roger Richman Agency: clique aqui
Livros da semana
Bookman: a editora está com diversos lançamentos para janeiro de 2003: “As Campeãs Ocultas: Estratégias de Pequenas e Médias Empresas que Conquistaram o Mundo”, “Centelhas Incandescentes: Estimulando a Criatividade em Grupos” e “Turismo Internacional: Uma Perspectiva Global”.
Mais informações, no site www.bookman.com.br
Campus: A Arte do Lucro, de Adrian Slywortzky. Certamente é o que todas as pessoas e empresa procuram hoje. O autor criou dois personagens fictícios: um professor de estratégia e seu jovem pupilo. Passo a passo, o professor vai ensinando ao seu pupilo (e aos leitores, é claro), 23 maneiras diferentes de como se chegar ao lucro. A idéia é que todos os leitores e empresas possam encontrar no livro um caminho para chegar lá. Mais informações: www.campus.com.br

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