Apesar de ainda não confirmadas pelo próprio Facebook ou seus porta-vozes, aparentemente o Facebook mudará de nome em breve. A ideia é evoluir para uma empresa metaversa, num universo mais amplo e mais consistente. Deixar de ser apenas uma rede social e se tornar uma holding, no caso.
Teorias, já temos várias. A primeira é de que essa mudança vai se dar para tirar o nome e marca Facebook dos holofotes da má fama, em função de uma sucessão de acontecimentos não favoráveis à imagem e reputação. Depois mesmo a investigações. Ou seja, uma saída pela direita, como dizia um antigo desenho da minha infância. Ou esquerda, tanto faz, era uma escapada rápida de uma situação ruim.
Em outra direção, quase oposta, está a de empresas com marcas consagradas estarem mudando ou mesmo reduzindo suas marcas. Um exemplo próximo é o Ponto Frio, que passou a se chamar somente Ponto. Existem muitos outros, que tanto podem ser no sentido da redução da marca em sim, de caracteres, mas que ainda assim sugiram o nome todo e a própria marca ou adequação a tendências, como o ESG por exemplo. Nesse caso, pode ocorrer uma mudança total de nome e símbolo.
Seja como for, uma mudança nesse nível é uma mudança importante. Pode, se não conduzida de forma certa, afetar mesmo a identidade da empresa, gerando um ruído eventualmente irrecuperável. Portanto, muita calma nessa hora.
O fundamental, claro, é não perder jamais a essência. Porque se pensarmos em pessoas, ao longo da vida mudam o cabelo, as roupas, o estilo, até as companhias, gostos, mas existe uma coisa que muda muito pouco: a essência. Pode até haver acidentes de percurso, mas existe um eixo que vai do início ao fim, que mantém uma coerência. A mesma ideia é que isso aconteça com as empresas. Porque se for mantida a essência, o restante pode até variar, desde que bem comunicado ao mercado. Mas o principal estará mantido.
Se pensarmos em termos de pessoas, que vale também para as organizações, existem certas “crises de identidade” de tempos em tempos, em intervalos maiores ou menores. Seja por fatores externos ou internos. Externos, se de novo utilizarmos esse do Facebook, pode ser para uma saída pela esquerda. Ou mesmo mudanças no que o consumidor deseja e espera de uma empresa. Já os internos funcionam para as empresas no que diz respeito a elas serem organismos vivos e dinâmicos, vivenciando diferentes circunstâncias, desafios e sonhos. Isso faz com que a vida organizacional fermente dentro delas.
O mesmo se dá com as pessoas, se formos pensar: somos seres pensantes (claro que uns mais, outros menos), que podem parar, refletir e chegar a novas conclusões, buscando novos caminhos. Ou ainda podemos chegar à conclusão de que o melhor é ficar exatamente como está. Mas houve um momento de fermentação, de reflexão, em alguns casos de angústia. Seja como for, seja Mark Zuckerberg ou você, quando o assunto é mexer na identidade, é preciso ter cuidado. Não deixar de mudar, isso não. Só ir com cuidado e firmeza nas decisões.


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