Já escrevi há algumas colunas atrás sobre a enorme produção de lixo que acontece em partidas de futebol. Quando estive atuando nos clubes e havia jogo aos domingos, as segundas pela manhã eram reservadas para a varrição das arquibancadas. Sempre me impressionava a quantidade de lixo que era acumulada: copos plásticos, embalagens de salgadinhos, de picolés, toda espécie de detritos. Para mim, sempre mostrou a baixa preocupação de torcedores, dos próprios clubes e mesmo de federações e confederações com o tema.
Agora, estamos nos aproximando da Copa do Mundo 2014. Muito se fala em Copa Verde e uma das questões mais importantes no assunto “verde” é exatamente a coleta e destinação do lixo. Em Porto Alegre, este problema está sério. A cidade está muito suja. Responsabilidade dividida entre os cidadãos e o poder público. Os cidadãos, por jogarem lixo em qualquer lugar, inclusive pela janela do carro. Ou em esquinas próximas as suas próprias casas(o que provavelmente vai vitimá-los, pois em caso de chuva serão estes sacos plásticos que entupirão as bocas de lobo). Há uma total falta de consciência por parte das pessoas, além de estarem cometendo um verdadeiro crime ecológico. Isto sem falar nas moscas, na sujeira, nos ratos e por fim a questão estética. Uma cidade jamais será bela com lixo acumulado. A primavera e o verão são estações belíssimas, com flores e cores únicas. Porém, sua beleza também termina se nos deparamos com lixo por todos os lados.
Da parte do poder público, duas faltas importantes: a coleta muito deficitária (recentemente, houve um problema na licitação do DMLU em Porto Alegre e a cidade ficou ainda pior) e falta de ações de conscientização, cidadania e meio ambiente para com os cidadãos.
Se Porto Alegre quer receber uma Copa do Mundo e ficar na memória dos visitantes como uma cidade bela, é indispensável que comece pela limpeza. Não quero que Porto Alegre seja uma cidade luxuosa. Mas quero que seja sem lixo nas suas ruas. Eu curto. E cuido.

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