Sim, esse é o título do filme que conta a história do cantor Wilson Simonal, astro nas décadas de 60 e 70 da música brasileira, mas que foi também esquecido a partir de um processo teórico de traição. Acusadores diziam que ela tinha sido um delator, para os agentes da ditadura na época. Mas esse não é o meu ponto nessa coluna.
Meu ponto é o título. A grande maioria das pessoas veem celebridades, influencers, redes sociais ou mesmo amigos, vizinhos, que têm conquistas e sucesso e é muito frequente não entenderem (ou ficarem com inveja) como “aquela” pessoa pode ter atingido determinado patamar de sucesso e visibilidade. Claro que alguns atingem por sorte ou por apadrinhamento. Mas uma grande parte dá um duro danado pra conseguir chegar aonde chega.
E isso pode ser levado para o ambiente das organizações, em que invejas e até fofocas entre colegas são muito comuns, com aqueles que se destacam. “Prego que se destaca leva martelada”, existe mesmo esse ditado. Portanto, já há um senso comum de que isso acontece e para alguns, é até justo. O sucesso dos outros incomoda muitas pessoas.
Aí é que entra a ideia de mostrarmos mais os bastidores, o making of, toda a preparação, esforço, dedicação, estudo, nãos que levou, noites ou finais de semana dedicados a um projeto ou para gerar um determinado resultado. Esse tipo de informação, de exibição, é saudável, didático e ajuda a terminar ou reduzir essa sensação de que as pessoas mágicamente são levadas a uma situação mais favorável ou de destaque.
Existe hoje um interesse por parte de um grande número de pessoas em saber o que acontecia/aconteceu na vida das pessoas que se destacam (aqui, falo mais de celebridades, influencers) até chegarem ao sucesso. Me parece que essa seja uma tentativa de humanizar e até se aproximar dos ídolos. Por que, ao conhecer algumas histórias, é possível fazer o raciocínio do “se ele (a) conseguiu, por que não consigo?”. Isso é saudável, desde que levado para o lado construtivo. Se for usado como fator de motivação, não de depressão, de injustiça.
Assim também deve ser (já é em várias empresas, mas em muitas outras, não) dentro das organizações: deve-se falar mais das histórias por trás das histórias de sucesso. Tudo que influenciou, contribuiu ou até determinou que os fatores agissem para criar uma situação de conquista. E também, muito importante, quem ajudou, estendeu a mão e apoiou aquela pessoa para que atingisse o sucesso.
Então, por uma questão de justiça, de reconhecimento e de tornar o mundo mais humano, sou amplamente favorável a que se mostre um pouco mais os bastidores. Um pouco de a vida como ela é.


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