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Nostalgia em quadrinhos

Tanto o irônico Financial Times (“os americanos estão sempre à procura de raízes”) como o The NYT Service (elogiativo) descobriram quase ao mesmo tempo uma …

Tanto o irônico Financial Times (“os americanos estão sempre à procura de raízes”) como o The NYT Service (elogiativo) descobriram quase ao mesmo tempo uma estranha personagem: Joe Matts, que procura a coleção perfeita das tiras de Frank King, as “Gasoline Allei”, de 1912 a 1990.

“Eu encontrei vendedores especializados em quadrinhos. Tive que comprar várias vezes a mesma  publicação apenas para obter algumas tiras que estavam faltando. E que Deus não permita que uma delas caia no chão”, revelou Matts. Se isto acontecer, o indivíduo terá que selecionar 300 tiras, mas sem data, baseando-se apenas no roteiro.

UM CLÁSSICO

O maior interesse renovado pelos quadrinhos clássicos vem do trabalho de Frank King. A história está agora rebatizada, com alusão aos principais protagonistas da história. Surpreendentemente, o primeiro volume vendeu 10 mil cópias. Interesse obscuro até o renascimento de King, quando encontrou em Matts um fã incondicional. “Quero dizer que adoro os livros, mas onde está minha compensação?”, queixa-se ele.

Ele diz que não se refere aos US$ 540 que a Draw Qutaterly pagou pela coleção: “Um trabalho que fiz para minha própria recreação e agora sou esbulhado”. Matts passará agora a fazer tiras dos “Peanuts”. Espera-se que tenha maior sucesso financeiro, do qual tanto se queixa.

NA INTERNET

Enquanto Joe Matts preocupa-se com quadrinhos desenhados por Frank King há décadas, uma revolução está ocorrendo os Estados Unidos. Entre cerca de 10 mil e 20 mil pessoas (não há números exatos) estão desenhando quadrinhos para a internet. É uma das conseqüências do livro “Making Comics”, de Scott McCloud, lançado no ano passado, no qual ele demonstra não só que o público atingido será maior, como detalha o fato de o fenômeno é muito importante por dar uma nova dinâmica para os quadrinhos. McCloud já havia lançado “Desvendando Quadrinhos” e “Reinventando os Quadrinhos”, mas não com tal sucesso. “Alguns dos quadrinhos lançados são bem ruins”, diz McCloud. “Mas também há ótimos trabalhos na internet.”

ROLAGEM

Uma das constatações de McCloud é que os criadores mais recentes estão optando pela internet, irritando o pessoal de “pena e tinta”, os criadores mais antigos. Um dos problemas é a rolagem, considerada sempre chata. Diz ele: “Eu não acho que a rolagem seja permanente, eu ficarei surpreso se em 10 anos ainda estivermos procurando pelos botões de rolagem. É como as primeiras experiências com a banda larga, coisas como Flash, que exigiam que você esperasse alguns minutos para serem baixadas”.

 

Autor

Iara rech

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