Segundo dados oficiais (FEE-Fundação de Economia e Estatística), há cerca de 200 mil mulheres a mais do que homens no Rio Grande do Sul (4.994.719 homens e 5.193.079 mulheres). Outro dado, da mesma fonte – e supreendente – é que em Porto Alegre há cerca de 90 mil mulheres a mais do que homens (635.820 homens e 724.770 mulheres).
O avanço das mulheres no mercado de trabalho em cargos gerenciais e de direção e presidência já é fato mais do que registrado. Isto se deveria à liberação da mulher de sua atividade única de dona de casa, a partir de movimentos de independência, como o Women´s Lib algumas décadas atrás, em busca de liberdade, novos desafios e realização profissional. E agora se vê que também temos um aumento em termos demográficos.
Só que os dirigentes de empresas, agências e profissionais de marketing devem sempre estar atentos aos perfis destas mulheres. Aquele, da Amélia, indecisa e insegura, já era. As mulheres são plurais, com demandas diferenciadas entre elas e diferenciadas comparativamente aos homens.
O melhor caminho sempre é a fuga do estereótipo. Mulheres são assim; homens, assado. Crianças são assim, adolescentes assado. Esta fórmula já se revelou completamente fracassada em um mundo tão cheio de diversidades culturais como o nosso.
Vou dar dois exemplos do futebol, área que era dominada por homens até então. Lembro muito bem que há cerca de 20 anos (quanto mais envelheço menos tempo me parece 20 anos), era raro uma mulher ir a um estádio de futebol. Se fosse, mesmo que acompanhada do (corajoso) pai, namorado, marido, era chamada de todos os adjetivos relativos ao seu caráter e forma física. Assobios, exclamações e tudo o mais. Isto revela o quanto o mundo mudou neste espaço de tempo. Mas vamos a dois dados sobre a presença das mulheres no ambiente do futebol.
CRESCENTE INTERESSE FEMININO PELO FUTEBOL
500 mil mulheres sintonizam o canal SporTV por pelo menos 1 min/dia.
Durante a Copa do Mundo 2002, 700 mil sintonizaram a SporTV ao menos 1 min/dia
Audiência feminina do canal SporTV em 2001: 30%
Audiência feminina do canal SporTV em 2002: 35%
Fonte: Ibope/Globosat 2002
Outro dado:
A empresa de material esportivo Rhummell encomendou uma pesquisa e supreendeu-se com os resultados. Cerca de 23% dos seus produtos são consumidos por mulheres. Mas comprados para seu uso próprio, não para dar ao namorado ou marido. Conforme João Santana, gerente de relações esportivas da empresa, as mulheres hoje escolhem seus times independentemente do pai, irmão ou marido.
Ainda conforme Santana, o público feminino é mais cuidadoso com o material do que o masculino. “Normalmente, elas combinam as cores da chuteira com as do uniforme, que os homens normalmente não levam em conta”. Do ponto-de-vista técnico, as chuteiras utilizadas pelas mulheres são iguais às dos homens. “Elas não querem um produto diferente. Esperam a mesma performance. O que mudam são as cores, normalmente mais vivas, mas a qualidade é a mesma”.
Portanto, estabeleceu-se um novo nicho de mercado. E, ao que tudo indica, em franca expansão. Mas não aberto a estereótipos.
Bookman
A Arysinha Affonso me enviou e-mail avisando que estão saindo do forno dois lançamentos na área de negócios, sobre os quais, depois de receber, falarei na semana que vem. Enquanto isto, conheçam-nos em www.bookman.com.br
Campus
Já a Jaciara Rodrigues também avisa sobre os lançamentos da Campus. Como também ainda não os recebi, convido a todos para irem ao site www.campus.com.br.

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