Falar em assessoria de comunicação política pode ser mais simples do que parece. O porquê comunicar se resume a dois pontos diretos e objetivos: dar a conhecer, de forma positiva, a organização e/ou a liderança; e influenciar o cidadão em determinado sentido para que tenha sentido. A primeira fase tem em vista a notoriedade, atuando para compartilhar o nome do líder, a plataforma política e as ações que estão sendo desenvolvidas. Trata-se essencialmente de construir uma imagem/marca. O segundo passo do processo de comunicação é alcançar o apoio dos cidadãos, se tornando referência para assuntos da esfera em que o político atua e quer ser reconhecido pela utilidade pública como agente ativo da mudança.
A partir disso, traçamos estratégias, caminhos e trabalhamos com algumas premissas que façam a construção sair do alicerce. É preciso entender o “valor-notícia”, a utilidade do que é repassado, ter um conteúdo de interesse público e de qual público é consumidor de cada veículo de comunicação. Eu já abandonei o release há bons anos e não imagino mais uma comunicação direcionada para mais de um colega, a não ser quando for algo que realmente necessite desta ação compartilhada e justifique o disparo geral.
Talvez essa próxima frase beire o óbvio (que aliás, sempre deve ser dito), mas é preciso ressaltar que informações fidedignas são uma das bases de sustentação da credibilidade da assessoria de imprensa. Não dá para arriscar um arranhão no relacionamento com a imprensa quando a fonte não pode ser num todo confiável. Precisamos dar valor a essa troca valiosa e que sustenta o jornalismo sério e comprometido com a verdade.
Outra importante diferenciação é entender que fazer jornalismo é diferente do que fazer publicidade. Tem espaço para os dois, profissionais capacitados para cada área e meios direcionados para isso. Promoção pessoal não só pega mal como fecha portas. E aqui cabe resgatar a importância de entender o que é notícia e uma simples pergunta responde a dúvida: – Tem algo diferente do que um bate papo na reunião? Se sim, é nota ou sugestão de pauta. Se não, faz um post e o registro tá feito e valendo. O pulo do gato é saber fazer da comunicação um universo de possibilidades e usar a exposição na imprensa como uma conquista e não uma obsessão.
Eu ficaria escrevendo mais alguns parágrafos sobre este papel rico, apaixonante e relevante que a comunicação tem em cada mandato político, seja parlamentar ou executivo ou até quando ainda se é candidato. Mas esgotaria uma reflexão que pode render mais algumas colunas sobre o tema e boas trocas entre as equipes.


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