Educadores costumavam observar a indústria de automóveis porque era lá que estavam todas as lições, diz John Iyer, professor de operações tecnológicas e gerenciamento da informação na Universidade de Babson. Que acrescenta: “Depois passaram a prestar atenção na Microsoft. Hoje o queridinho é o Google”. Na Harward Business Rewiew de abril, Ilyer analisou detalhadamente o DNA do Google, que faz dele uma “máquina de inovação”. Para o professor, o importante é ver a sua missão, “organizar a informação mundial e torná-la acessível e útil”. Esta objetiva um longo período de trabalho, já que “eles não estão brincando”. Segundo o CEO da empresa, Eric Schmidt, o processo deve estar completo em 300 anos. O fato de a empresa ter uma missão livre e paciente já a torna diferente: ali, todos estão cientes de que têm muito a fazer.
Esta seria uma instrução básica para os negócios: as pessoas precisam ter certeza de que têm uma missão poderosa. Assim é possível dar às pessoas liberdade para fazer o que quiserem, serem produtivas ou criativas quando têm uma missão atraente e bem definida. “As empresas tentam fazer isto, mas às vezes os objetivos permanecem alheios a elas”.
Ele ainda acredita que quando uma empresa é baseada na internet ela tem caminho livre na infra-estrutura da rede. Mas o Google gasta bilhões de dólares desenvolvendo produtos que chegam ao topo deste setor. Ele tem seu próprio sistema operacional que é baseado em Linux. Ou seja, transforma a internet em seu próprio benefício.
Como aparecer na Web
Links patrocinados, busca natural, marketing dirigido à busca, otimização para as ferramentas de busca são termos que ganharam o mundo corporativo tanto das agências de comunicação quanto dos anunciantes que querem uma presença forte e constante na rede. Como achar a informação? Em julho de 2007 , somente Google e Yahoo receberam um bilhão de consultas no Brasil.
Destacar-se em meio ao emaranhado internacional da comunicação on e offline se faz absolutamente imprescindível para ser encontrado nos dias de hoje. Além do conteúdo produzido por organizações, anunciantes, agências e mídia, temos o conteúdo gerado pelo consumidor, e este vem se destacando entre as preferências dos internautas. Isto porque são diretos, opinativos, relevantes para os usuários. Os links patrocinados seguem esta mesma lógica.
Gerir a marca na rede e ser encontrado por meio dos buscadores passa a ser necessário para as empresas. A forma mais comum que se encontra em links patrocinados é o anúncio em forma de texto, que leva o internauta à página do anunciante após o clique.
Utilizar links patrocinados nos motores de busca exige, basicamente, três pilares: conteúdo relevante (os mais variados termos, expressões e linguagem simples), “landing pages” (páginas onde o internauta vai ser levado/direcionado após clicar no link) e acompanhamento, controle, avaliação dos resultados (o que teve resultado, volume, custo por clique etc).
É arriscado e insuficiente basear toda a estratégia de divulgação e promoção da marca, seus produtos e/ou serviços em buscas, naturais ou patrocinadas. Por outro lado, aparecer nos resultados de busca hoje é essencial para fazer parte das preferências dos consumidores e ter uma marca conhecida, seja pequena ou grande empresa. (com B2U).
Uma preocupação generalizada
Quantas vezes o internauta consulta o Google atrás de informações pessoais ou profissionais? Estatísticas do Comitê Gestor da Internet Brasileira dizem que a penetração dos sites de busca ultrapassou 70% entre os usuários. No Brasil, o mercado de mídia on line chegou a 361 milhões em 2006 e cresceu no primeiro semestre 40% em relação ao ano anterior.
Com estes números, fica clara a importância da empresa ter uma estratégia de atuação nos sites de busca, não só para fins de marketing e vendas, mas também para relações públicas, já que todos consultam a web em busca de fornecedores, empresas, parceiros, etc. Agora os próprios sites de busca “genéricos” ou “horizontais” incorporaram em suas páginas notícias, fotos, vídeos e mapas numa estratégia mais ampla de facilitar a busca. No momento, esta é uma preocupação generalizada na web.

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