Ouvindo o podcast Braincast, que gosto de uma grande parte dos que eles veiculam, tratavam lá das mudanças do Instagram e foram ampliando para redes sociais e funcionamento em si do processo da juventude. Não tão amplo como eu falei, mas de uma parte do processo da juventude.
Que vem a ser exatamente a característica de experimentar coisas novas, fazer descobertas. Então, se estão usando muito uma rede social por exemplo, isso se cristaliza de uma certa forma e daqui a pouco estão em outra. Vide Instagram Tik Tok. E se cansarem das redes, vão usar bilhetinhos em papel pra mandar recados. Ou radio poste, que era algo característico das festas em praças do interior, quando um guri se interessava por uma guria e mandava um recado (o locutor quem lia) para a moça.
E independente de ser em redes sociais, em tendências, basicamente é no comportamento. E a velocidade das experimentações pode essa sim, estar variando. Mas a juventude tem essa característica há muitos e muitos anos. Porque é o período da vida em que as responsabilidades são menores, o conhecimento sobre a vida também, então a questão é a da descoberta. Além, claro, de uma outra característica marcante, o de testar limites. Afirmo que ela é predominante nos jovens homens, mas as coisas estão mudando nisso também
E então, assim como uma cabeça de alguém novo, os algoritmos e premissas das redes sociais vão mudando com o tempo. E meio que enlouquecendo as pessoas que querem postar para ter performance nas redes, seja performance pessoal ou profissional. Porque precisa fazer post, reels, story, tuitar, colocar no Facebook, talvez até no Tik Tok e por aí vai.
Então, o tempo, a energia e a atenção que precisa para atender a tudo isso é gigante. E só piora se o influencer ou a pessoa que tem redes de maneira ativa vai viajar ou sair em férias. Nossa, aí então, a coisa ficou feia. Porque a pessoa tem que ser criativa e desenvolver ao invés de um, três conteúdos para a internet por dia durante duas semanas para deixar as suas redes abastecidas. Mas quem consegue ser assim tão criativo o tempo todo?
E o problema não está tanto nas redes em si. Não estou as absolvendo, nada disso. Mas sim no ser humano, na sua clareza do que é ou não importante na sua vida, no seu autoconhecimento, no que ele dá valor, em quanto importa ficar tirando foto e postando de cada lugar em que está, dos pães que faz (essa moda era no começo da pandemia, lembram?), do prato de comida, enfim. Qual o valor tão grande da vida privada ser pública? Não estou dizendo se é ou não importante, mas fazendo uma pergunta. Você tem a resposta? Me manda.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial