Tudo tem um ponto na vida. Um ponto certo, um ponto de equilíbrio, um ponto final. Limites, equilíbrio, disto que falo. Pois agora, notícia veiculada no jornal Zero Hora de hoje, coluna do Túlio Milman, dá conta que o número de alunos na rede estadual de ensino reduziu em 75 mil, comparativamente ao ano passado.
Isto mostra que os casais estão reduzindo o número de filhos, ano a ano. Foi o primeiro impacto de uma mudança grande, em termos do perfil das famílias gaúchas. Pois foi o ponto de inflexão, de mudança de um comportamento, ou ainda de início de uma nova atitude e tendência.
O ponto de equilíbrio é, sem dúvida, o mais difícil de se encontrar. Porque não é um único fator que compõe o ponto de equilíbrio, mas inúmeros. Estamos falando da nossa vida afetiva(relação com pais, filhos, maridos e esposas), da vida material(dinheiro, trabalho, bens), da nossa vida espiritual(religião), enfim, são tantos as coisas que incidem sobre o nosso bem-estar e equilíbrio que precisaríamos de várias colunas para abordar cada uma delas. E são tantas as variáveis e possibilidades, que acredito que matemático nenhum tenha se alçado a escrever a equação da vida.
O ponto final. O ponto final da vida é o que nos angustia por toda a duração dela: a morte. É ou não o fim, isto não sabemos com certeza até hoje, há vários indícios que não é o ponto final, não. Que é um ponto de mudança, uma passagem. Entretanto, como esta passagem se dá rumo ao desconhecido, o temor permanece. As culturas mundiais, ao longo de séculos, vem tratando a morte de forma diferente, cada uma jogando sobre este evento(morte) uma determinada carga, expectativa.
O ponto e vírgula: o ponto e vírgula pode ser visto como a reflexão estendida. O entendimento que não é algo que se possa simplesmente colocar uma vírgula nem tampouco um final, onde se coloca o ponto. O ponto e vírgula são os momentos em que a gente pára e reflete. Pára e visualiza coisas que até então não vinha visualizando, compreende situações. Caem as fichas.
O ponto alto são as conquistas, os grandes fatos, os nascimentos, os casamentos, as formaturas. São realmente os picos do Everest. Se a gente continua a escalada rumo a vôos ainda mais altos ou se desaba em uma avalanche, rumo a base, aí são outros quinhentos. Depende de vários fatores, alguns sobre os quais temos ingerência, outros que se encaixam no grande mistério da vida.
Ponto.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial