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O que leva uma pessoa a escrever?

Escritores em todo mundo e ao longo dos tempos já se fizeram esta pergunta, inúmeras vezes. Alguns nem a fazem, simplesmente escrevem. Por compulsão, …

Escritores em todo mundo e ao longo dos tempos já se fizeram esta pergunta, inúmeras vezes. Alguns nem a fazem, simplesmente escrevem. Por compulsão, por necessidade, por alegria, por tristeza. Mas leio atualmente um livro que impele este raciocínio: trata-se de “O Espírito da Prosa”, de Cristovão Tezza, da Editora Record. Nesta obra, o autor dá aquela parada e reflete das razões que levam uma pessoa a escrever. Tenta explicar o fenômeno que se dá entre a ideia e os caracteres surgindo numa tela, as letras em uma folha.

Claro que as razões são subjetivas. E podem ser diferentes entre si, variando de pessoa para pessoa. Mas há o amálgama comum, a interseção de motivos que acaba por surgir mesmo na área mais subjetiva do ser humano, como Sigmund Freud e tantos pesquisadores ou filósofos da alma humana já comprovaram.

O livro de Cristovão Tezza é uma autobiografia literária, mas embora absolutamente individual(como só poderia ser, pois é uma autobiografia), também é genérico. Ele fala de sua aventura e experiência pessoais, as motivações e fatos que o levaram a escrever. Em como escrever pode ser prazeroso, mas principalmente complexo. Complexo, mas não complicado.

O livro de Tezza traz um retrato da vida como ela é: o complexo nem sempre complicado. O complexo como metáfora do prazer. A ideia de que evoluímos como seres humanos, em nossos pensamentos e que estes pensamentos encontram manifestação em uma forma de expressão tão abrangente como a literatura.

Para que se tenha uma ideia do livro de Tezza, uma das citações de abertura do livro é:

“Talvez fosse verdade, de fato, que não se vive

Uma vida longa impunemente;

O preço é, quem sabe,

Tornar-se permanentemente outro

Que não aquele que fui, sem que isso

Me permita assumir alguma forma vantajosa.”

Nathaniel Hawtorne, A Letra Escarlate

 

Nesta citação, Tezza deixa claro o gosto e ônus da existência como transformação. Nas linhas e entrelinhas de seu livro, está evidente e manifesta esta citação, este pensamento e – se posso assim chamar – esta verdade.

Recomendo. E muito. Vá agora ao site da Record e encontre este e vários outros títulos excelentes!

 

O Espírito da Prosa

Cristovao Tezza

Editora Record

224 páginas

www.editorarecord.com.br

Autor

Flavio Paiva

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