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Deu no Le Monde: O ministro holandês da Juventude e da Família (sim, eles têm isso por lá. E funciona! Nenhum cidadão precisa denunciar …

Deu no Le Monde: O ministro holandês da Juventude e da Família (sim, eles têm isso por lá. E funciona! Nenhum cidadão precisa denunciar nada!) pediu ao Conselho para a Proteção às Crianças que abra uma investigação sobre o reality show que entrou no ar dia 20 pela terceira rede pública do país. Trata-se do Baby te huur, adaptação à moda da casa do inglês Baby Borrowers, que a BBC Three apresenta. O que é este programa?

Mais uma brilhante invenção nascida do sucesso das criações da Endemol surgida, por sinal, na Holanda, comprada pela Telefônica e que tem como seu carro-chefe o Big Brother e na Globo seu braço brasileiro.

O programa que está preocupando as autoridades holandesas tranca quatro casais jovens, que nunca experienciaram cuidar de uma criança, numa casa em Rotterdam. Eles devem se responsabilizar primeiro por um bebê e, depois, sucessivamente, por crianças de 3 a 8 e adolescentes de 16 anos. Para o diretor da BNN, Maarten Van Dijk, o programa é uma “espécie de teste de relação” anterior a uma vida conjugal.

Mas as autoridades dos Países Baixos estão preocupadas porque as crianças, na verdade, são emprestadas por alguns dias para a Endemol. O que, na visão de uma pedagoga, além de sinalizar perigo de danos físicos, envolve, ainda, conseqüências negativas pelo afastamento destas crianças de suas casas e familiares.

As crianças devem ficar quatro dias e três noites na casa onde se desenrola o programa, e tanto a BBN quanto a Endemol juram que um psicólogo e um pedagogo estão sempre presentes. Os pais que emprestam, gentilmente, (afirmam nada receber por isso) seus filhos, podem supervisionar tudo através de uma câmera.

Os casais do “Filho de Aluguel” são selecionados ao longo de três semanas e é condição fundamental que eles sejam “muito apaixonados” e queiram, claro, ser pais!  Tudo lindo, não fossem acidentes de percurso: após a primeira série de oito episódios, um casal de lésbicas foi trocada porque as moças chegaram a falar que queriam colocar o bebê no refrigerador. Teriam, ainda, se recusado a seguir o roteiro do programa que previa que uma delas deveria manifestar desejo de engravidar.

Fico imaginando uma versão brasileira deste programa. E já me dá arrepios só de pensar nisso.

Autor

Maristela Bairros

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