O futebol brasileiro está sendo extremamente discutido e está em grande evidência, em especial porque o Brasil sediará a Copa do Mundo 2014 e a Copa das Confederações em 2013. Porém, é assunto de muita galinha e pouco ovo, ao menos no quesito grandes patrocinadores.
Me refiro aqui aos patrocinadores denominados master dos grandes clubes brasileiros. Temos o Flamengo sem patrocinador e, segundo notícia recente, a pedida foi reduzida de R$ 32 milhões anuais para 22 milhões para patrocínio master da camiseta do clube. Além disto, o grande patrocinador dos clubes brasileiros é o banco BMG. Está presente em diversos clubes (Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Palmeiras, Coritiba, São Paulo, entre outros), porém, a negociação se dá através do equacionamento de dívidas dos clubes para com o banco. A moeda encontrada para pagamento é a veiculação da marca do banco no uniforme dos clubes. Desta forma, embora o processo seja legítimo, não representa na prática uma estratégia de investimento por parte da empresa, mas a solução para um problema.
Outra grande patrocinador é a Hypermarcas, que mantém o patrocínio ao Corinthians, mas está – segundo circula no meio – reduzindo drasticamente seus investimentos em marketing esportivo.
Temos ainda patrocínios estatais, como a Eletrobras no Vasco da Gama e o Banrisul no Grêmio e no Internacional. Normalmente, estas negociações passam muito mais por questões políticas do que propriamente utilização da ferramenta patrocínio dentro da estratégia de comunicação da empresa. Mesmo assim, tanto Banrisul quanto Eletrobras terminam colhendo ótimos frutos da relação com os clubes.
Projeto um futuro onde os patrocinadores definam de forma técnica seus investimentos, prevendo o retorno a ser obtido, identificando claramente as razões que os levam a efetuar este investimento, bem como realizando as ações de ativação (patrocínio baseado exclusivamente em visibilidade de marca está superado há tempos) e, por fim, uma boa medição de retorno do investimento. As ferramentas estão disponíveis, há exemplos em todo o mundo e não precisamos ficar para trás. Entretanto, é indispensável responder de forma imediata a esta pergunta: onde estão os grande patrocinadores do futebol brasileiro quando estamos às vésperas da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014?

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