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Os amores necessários

Num momento em que se noticia tanta catástrofe, vou dar uma folga e colocar o olhar sobre algo bem mais leve: o amor. Na …

Num momento em que se noticia tanta catástrofe, vou dar uma folga e colocar o olhar sobre algo bem mais leve: o amor. Na vida, precisamos dos amores da gente. Amor de pai, de mãe, de filho, de amigo, de namorada (não em ordem de importância). É com eles que a gente sabe viver e através deles que a vida se torna colorida. Uma vida pobre de amores é uma vida em P&B. As imagens das nossas vidas, neste caso, passam mais ou menos como nas antigas televisões que existiam quando eu era criança. O máximo que conseguíamos era uma cor só, colocando uma folha de papel celofane na frente.

Já os nossos amores são mais ou menos como as aquarelas das nossas vidas. Um quadro de luzes, cores e (inclusive) sons e cheiros. São o nosso energético, a música do nosso mp3, os sabores da comida, a carícia essencial.

É que estamos tão atolados de catástrofes que às vezes esquecemos do essencial. A gente corre tanto, mas estamos mesmo ficando como os cachorros que correm latindo atrás das rodas dos carros. Quando param, não sabem o que fazer. Para que corremos tanto, afinal? Se não for para poder aproveitar a vida com quem gostamos, nenhum esforço vale a pena.

Uma das coisas que acho mais interessante nas teorias de gestão é a chamada melhoria contínua. Pois devemos, todos nós, estar em permanente processo de melhoria contínua, como seres humanos. Claro que não nascemos com defeito zero (bem pelo contrário), mas a busca pela melhoria e evolução deve ser permanente, é um dever nosso. Estamos aqui para evoluir, embora o nosso id sempre tente dizer o contrário.

Início de ano (março) sempre é época de renovações: pois aproveitemos para renovar as energias, renovar (não trocar, renovar) os nossos amores e assim obtermos um combustível Premium para enfrentar o que vier. Não deixemos de cuidar dos amores, pois a falta deles se constitui na nossa kriptonita, nosso calcanhar de Aquiles, (a falta de) o cabelo de Sansão.

Autor

Flavio Paiva

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