Nos próximos meses a Disney pretende lançar um dos seus mais ambiciosos projetos na Internet até o momento. O “Pirates of Caribbean Online” é também um videogame maciço no qual os usuários são capazes de formar equipes virtuais com outros jogadores, navegar juntos em embarcações virtuais e procurar tesouros. A participação limitada será gratuita. Para a obtenção de privilégios ilimitados – como escolher parceiros – será necessário o pagamento de um mensalidade de, provavelmente, US$ 10.
Em processo de desenvolvimento já há anos, o lançamento do site “Pirates Online” foi repetidamente adiado enquanto os programadores da Disney Web procuravam fazer com que cada tapa-olho, cada detalhe das lutas com espadas e cada navio estivesse pronto para o lançamento. Porém, antes mesmo de o “Pirates Online” ser lançado, a Disney está trabalhando em outros enormes jogos multiplayers, incluindo um no qual os avatares (protagonistas virtuais) criados na Disney são capazes de jogar juntos em prados virtuais e florestas online também mediante o pagamento de mensalidade.
Acesso sem fio
A Disney não está construindo, está comprando. No mês passado, a companhia pagou US$ 350 milhões pelo Club Penguin, um dos mais populares sites de redes e jogos em rede para pré-adolescentes. A empresa também está ampliando a sua atuação para além do universo dos computadores, adquirindo um website de acesso sem fio que, em breve, permitirá às crianças conectarem-se a Disney e a alguns mundos virtuais, usando seus telefones celulares ou aparelhos portáteis de videogames prontos para a Internet.
A volta por cima
O ex-presidente Michael Eisner fez uma série de aquisições na Internet, em 1999. Um ano mais tarde, a crise das empresas de Internet atingiu duramente a empresa. O presidente foi exonerado (substituído por Disney Jr), 400 funcionários foram demitidos e a empresa arcou com um prejuízo de US$ 790 milhões. As lições duramente aprendidas fizeram seus executivos decidirem-se a se voltar para o que sabiam fazer. Estes executivos raciocinaram: se a Disney era capaz de fazer filmes baseados em passeios em parques temáticos, programas de televisão baseados em filmes, e uma série enorme de brinquedos, merendeiras e roupas fundamentadas em seus personagens, porque não poderia fazer o mesmo em relação à Web?
Porém, a real transformação da Disney no universo da Internet só começou para valer este ano. Em fevereiro relançou a Disney.com. Mas está nos “Pirates of Caribbean Online” a sua grande aposta. Em escritórios
Neste ano, a Disney espera faturar mais de US$ 500 milhões em propaganda online em operações da Internet.


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