
“Escrever é cortar palavras”. A sentença seria do poeta Carlos Drummond de Andrade que, entretanto, recusava a autoria desse apelo à concisão. Como um humilde dom Quixote das escritas, insurjo-me contra a frase e o morticínio de palavras. Qual a coerência de escolher palavras, montar frases e parágrafos para depois desfazer ideias e ações, cortando aqui e ali, jogando vocábulos no limbo dos termos. O correto seria aglutinar mais e mais palavras a mão cheia, como na semeadura que propunha Castro Alves para os livros no poema Espumas Flutuantes.
Palavras nas redes – Não sei como consegui viver até agora sem as orientações e ensinamentos capturados do Tik tok e do Reels. Alguns exemplos sobre palavras, selecionados aleatoriamente
– Melhores sua fala: troque acho por acredito; substitua desculpas por perdão.
– Conectivos para redação: Adição – mais, além disso, ainda mais, mas também
– Expressões francesas que você não encontra nos livros: passer l’éponge = passar o pano; ça date = faz tempo: il se la pète: ele se acha.
– Frases úteis em inglês: keep me posted= mantenha-me informado; step it up = aumente o ritmo
– 5 motivos para amar capricórnio. Amor sério e consistente (…)
– Palavras que talvez você não conheça: sapiossexual – quem é sexualmente atraído pela inteligência; alfarrabista: quem coleciona ou consulta livros antigos
“ Salve este conteúdo e já me siga para mais informações”, recomendam todos.
Homenagem em palavras – Entre um Gole e Outro, despretensiosa produção literária da Confraria do Alemão, virou trilogia. O terceiro volume, Um Tributo ao Kadão, teve concorrido lançamento ontem no Bar do Alexandre, no Menino Deus, como forma de homenagear o premiadíssimo repórter fotográfico Ricardo Chaves, falecido em abril do ano passado. O livro é uma celebração à memória, amizade e história, como bem definiu o jornalista Felipe Vieira. São depoimentos dos confrades, dos familiares e de uma legião de ex-colegas e admiradores. Ainda há exemplares disponíveis. A reserva pode ser feita através da Bá Editora pelo Instagram @revistaba ou e-mail da editora [email protected]. Toda a renda vai para o Asilo Padre Cacique, instituição que o Kadão auxiliava em vida. Os mais de 100 idosos atendidos pelo Asilo agradecem.


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