Entendo que atualmente toda live, coluna, vídeo e até mesmo app se tornam experiências e portanto podem ser desdobradas como uma viagem. Sim, claro, em alguns casos viagem na maionese (se a coisa for encarada de forma radical demais), mas na maioria das vezes uma viagem.
Porque estamos ainda no momento quase que integralmente virtual (exceção feitas às pessoas e famílias que moram juntas, àqueles que necessitam trabalhar, como trabalhadores da área da saúde e membros de indústria, transportes, etc. e outros segmentos, por exemplo). Tirando as exceções, quase tudo está sendo feito de forma virtual e portanto o virtual é a experiência e nos permite viajar (tanto do ponto de vista de viagem em si, conhecer lugares virtualmente) quanto em ideias e sentimentos, percepções, insights, reflexões e conclusões. Tal como pode acontecer a muitas viagens que fazemos ao longo da vida.
Existem ainda as viagens mais imagéticas. Porque estive pensando e na verdade uma imagem nos impacta violentamente (ou pode acontecer, se houver sensibilidade ao que está sendo mostrado). Imagem vale mais do que mil palavras, lembram? Pois isso, vale muito ainda em várias situações. E como estamos nesse virtual, as imagens que vemos podem nos remeter desde à beleza, ao chocante, ao pensamento, a associações, sentimentos, e portanto às experiências em questão.
Claro que como somos bombardeados não apenas de informações, mas que a maioria vem acompanhada de imagens, não acontece com todas. São imagens (que podem ser fotografia, humor, etc). Mas há as imagens especiais, uma parte toca a todos, outras a uma parte e outras ainda a uma minoria, seja por sensibilidade ou maturidade ou ainda por ter passado por algum processo que o faça sentir novamente ou compreender o que está em jogo naquela imagem.
Claro que eu estou fazendo com você aqui uma pequena viagem, com pitadas de viagem na maionese. Mas isso foi intencional. Porque nesse momento em que ansiamos a hora de podermos estar totalmente liberados, seguros e à vontade em viagens reais, vamos aqui nas viagens virtuais.
Estas viagens portanto e insisto podem ser a locais, ambientes, sentimentos, ideias, insights, humor, alegria, tristeza, admiração e também viagens por museus, pequenas viagens filmadas por aqueles que as fizeram e estão compartilhando conosco, até viagens pelo cosmo.
E por fim quero dizer que é todo esse processo e mais leituras, repertório, vivências anteriores e experiências que nos fazem viajar e principalmente chegar a lugar não antes navegados e ao final, termos novas ideias, chegando então à criatividade. Viajei e viajei nesse tema e no raciocínio para dividir com você minha compreensão do que pode ser uma viagem hoje. Uma viagem criativa, lembrando Domenico de Masi e seu já tão conhecido ócio criativo. Que tal pegarmos uma carona nesse pequeno roteiro de viagem e irmos juntos?

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