Até parece redundância quando falamos em comunicação de relacionamento, vai dizer? Talvez porque eu não consiga imaginar uma coisa sem a outra. Penso que é uma disciplina de comunicação, uma vocação, algo que flui para os profissionais que têm facilidade de se comunicar. Um laço criado naturalmente, uma simpatia sem forçar algo, uma verdade de personalidade.
Aliado a isso? Eu aposto na técnica aliada à prática, junto com um tanto de noção. Temos que saber onde se encaixa cada pauta, o que é ou não interessante para comunicar, em qual editoria/programa/coluna se encaixa e por aí vai.
Nós, jornalistas, somos elos da informação. Trabalhamos formando uma corrente. Um ajuda o outro, indica a fonte, traz o debate, repercute a notícia.
E o melhor de tudo isso? Que fizemos amigos, que criamos relações fora do eixo comunicação e que quando estamos juntos, o assunto do cotidiano é um mero coadjuvante.
Para quem quer começar uma relação de trabalho e confiança entre colegas de assessoria e veículos, é necessário estudar o campinho. Não dá pra sair atirando cegamente, o efeito vai ser inverso. Tem quem chegue hoje e ache que é só mandar uma pauta e tá feito o serviço. Isso cola cada vez menos, gente. Já presenciei tanta bizarrice nessa vida que tem vezes que eu penso que é preciso aprender na faculdade como fazer essa aproximação.
É possível transitar em diferentes meios, com pautas variadas e com o mesmo assessorado. Política, por exemplo, cabe em economia, em geral, em esportes. Não deveria ocupar páginas policiais, evidente. Mas essas pautas o assessor não tem o menor controle. De novo eu insisto no tino, no conhecimento e na construção. A fluidez do trabalho se dá por relacionar-se em diferentes meios da mesma forma: com noção, bom trânsito e muita prática.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial