Quem passou pelos mercados quando muito jovem pode pensar que nasceram junto com as latas de cerveja. Muitos estão certos, a cerveja em lata completou 75 anos no último dia 14. Seja a forma de fabricação caseira, artesanal ou fabril, é impossível quantificar seu consumo.
A história vem de longe. Napoleão Bonaparte ofereceu um prêmio para quem fosse capaz de criar um recipiente para conservar os alimentos para consumo na retaguarda de seus exércitos. Nicholas Appert recebeu o prêmio de Napoleão pela esterilização dos alimentos. Em 1810, Peter Durand recebeu patente do rei George III da Inglaterra pela criação de folhas-de-flandres para guardar alimentos, uma grande preocupação à época (como ainda hoje…).
Anos se passaram. Na antiguidade usava-se toda a espécie de ingredientes, até que o Rei da Baviera determinou o uso do lúpulo. Andy Warhol eternizou a lata junto com a sopa Campbels. Em 1935 foi lançada a primeira cerveja em lata do mundo. Cilíndrica, como uma lata de conservas de alimentos, precisava de um abridor. O fabricante percebeu esta falha e incluiu uma abertura tipo crown, como a das garrafas de vidros. A grande lançadora foi a Bohemia. A Skol teve um longo reinado. Foi lançada em 25/08/1964 na Europa e em 1967 no Brasil, e foi a pioneira em latas de alumínio de 500 ml.
Em 1668 foi fundada, no Rio de Janeiro, uma pequena manufatura. Como resultado de fusões e incorporações resultou a Brahma. A Antártica foi a segunda grande empresa cervejeira a instalar-se. Hoje temos a gigantes Ambev. Quanto ao consumo, a Alemanha está em primeiro lugar, perdendo um pouco para os tchecos. Com uma cultura fortemente influenciada pela cerveja, o mercado alemão é um pouco resguardado do restante do mercado cervejeiro devido à adesão ao Reinhtsbeitbol, preceito de pureza, do acordo prevendo a utilização apenas de lúpulo e água. O acordo é datado de 1516.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, o brasileiro toma em média 49 litros de cerveja por ano. As microcervejarias estão crescendo, escudadas no Reinhtsbeitbol. As principais cervejarias do país são: LWR (cerveja Babylon); Ambev (Skol, Brahma, Antártica, Bohemia, Original, entre outras; FEMSA (Kaiser, Sol, Bavária, Heineken; Primo Schincariol (nova Schin, Primus); Cervejaria Cintra (Cintra); e Itaipava (Itaipava, Cristal e Petra). São as maiores que se dedicam também à produção em latinhas. as demais somente em garrafas.
A manutenção das garrafas é uma questão de preço, com entrega e busca do vasilhame: ”Isto ajuda o mercado de latas, mesmo que elas sejam mais caras”, explica Alec Gruker, da Cervejaria Cintra. Sem contar que é necessário um bom dinheiro para os equipamentos necessários.

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