Precisamos falar sobre os eventos institucionais que recomeçaram e o formato que eles estão retomando pouco a pouco. Não dá para fingir que as coisas voltaram ao normal e realizar eventos com palestrantes no palco por 50, 60 minutos. Quando tem mais de um convidado, tá feito o estrago. Ninguém mais tem paciência para ficar sentado no mesmo lugar por tanto tempo. Segue proibido a realização de coffee break, o que faz com que o relógio pareça ainda mais lento quando estamos com fome. É preciso repensar em novos formatos para que encontros presenciais e com conteúdo sigam sendo atrativos para os diferentes públicos e com diferentes formatos.
Passamos quase dois anos entendendo e medindo a necessidade – ou não – da presença física em reuniões, palestras, aulas, etc. A busca pelo conhecimento foi ampliada de tal forma que o deslocamento e o tempo despendido para ir, ficar e voltar, precisam valer a pena.Tem que encaixar na agenda – que para muitos foi repensada para aproveitar o tempo e a vida – e não se tornar algo exaustivo e que impacte negativamente na imagem da marca que produz o encontro. Sem contar a agonia que ainda dá de permanecer muito tempo em local fechado.
Daí cabe recordarmos o conceito de palestras TED, que consiste em apresentações de 18 minutos, todas baseadas no slogan “espalhando boas ideias”. Essa característica, que é a marca registrada deles, nos mostra que é possível inspirar e compartilhar soluções de forma rápida e eficiente, além de ficar disponível online. O tal modelo híbrido foi quase imposto pelas restrições da pandemia, mas deveria seguir como opção para todo o sempre. Imaginem que legal conseguirmos escutar 3 grandes nomes em apenas uma hora? Sobra tempo para o networking, para os encontros pré e pós evento e todos ficam satisfeitos por estarem novamente reunidos. E aqueles que tenham seus motivos para acompanhar à distância, que sejam atendidos e consigam absorver o conteúdo com a mesma qualidade do presencial.


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