Sem dúvida, o relacionamento é o maior ativo que temos nos dias de hoje. Os produtos são facilmente copiáveis e devem ser produzidos com qualidade. O consumidor não tolera mais produtos de baixa qualidade.
O mesmo se aplica para as pessoas: não se diferenciam significativamente(na maior parte das vezes) na sua qualificação. Todos devem ter um padrão básico de formação, sem o qual não são consideradas(as pessoas) aptas para entrar no mercado de trabalho.
Aonde está, então, a diferença? No relacionamento interpessoal que, gradativamente vai ganhando espaço e importância em nosso mundo. Não estou lembrado quem, mas um estudioso já disse que as pessoas são contratadas pela qualificação técnica e demitidas pela relação interpessoal (devido a dificuldades na relação).
Cada vez mais, a decisão está migrando para a esfera pessoal. Claro que não adianta nada a pessoa ser ótima em relacionamento se não tiver qualificação. Mas, considerando que a qualificação é uma premissa, o diferencial está no relacionamento.
Perigosas relações, como eu coloquei no título. Perigosas exatamente porque são elas que estão definindo o futuro no mundo corporativo. Perigosas porque as pessoas, quando entram no âmbito pessoal, mostram seus aspectos subjetivos. Podem ser qualidades. Mas podem também ser defeitos ou dificuldades.
Uma pessoa colocada na área comercial que tenha dificuldade de relacionamento, por mais qualificada que seja, enfrentará dificuldades. Um funcionário, guindado a posto de líder de uma equipe, se tiver dificuldade de impor seu pensamento, poderá estar fadado ao fracasso.
Como lidar com tudo isto, então? Pessoalmente, acredito em conhecimento. Conhecimento de nossas características subjetivas. Conhecimento de nós mesmos, dando uma boa olhada para dentro e não fazendo vista grossa aos defeitos que (certamente) surgirem.
A grande vantagem desta (nem tão) nova onda é que nos observando e aos outros com mais cuidado, fazendo este exame interno e refletindo, estamos dando largos passos no ritmo do crescimento pessoal.

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