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Repetimos o mesmo erro no Gre-Nal

A temporada de 2026 começou com um calendário diferente e mais adequado, na minha opinião. Ter um Gre-Nal e a 1ª rodada do Brasileirão já em janeiro é um luxo. Só precisa aproveitar bem. O problema é que o pós-clássico demonstra que estamos caindo no mesmo erro dos últimos anos: ser definitivos no quinto jogo dos times, o que pode comprometer análises e levar rótulos para o restante do trabalho até dezembro.

CAL-MA! Se levarmos em conta o Gauchão, sempre vamos considerar que Grêmio e Inter estão com jogadores se destacando e que os trabalhos dos treinadores estão dando certo. O confronto direto entre os nossos grandes costuma “dar o choque de realidade”.

Foi o que aconteceu no domingo (25) e está ocorrendo nas análises pós-jogo. Só não podemos esquecer que a temporada está recém no início. O atleta de hoje não será o mesmo daqui a dois meses. Vai evoluir ou involuir, as equipes vão mudar, virá o entrosamento que ainda não veio, os adversários serão outros, etc.

Então PAREM DE SER DEFINITIVOS. E só o começo. Em 2026, do jeito como o Gre-Nal se encaixou no calendário, é como o Brasileirão tivesse 39 rodadas. O clássico foi a primeira, com uma amostra do que os times têm de qualidades a serem valorizadas e desenvolvidas, defeitos e carências que precisam ser corrigidos.

O lado vermelho comemora a vitória, suada, de virada por 4 a 2 com méritos coletivos. Carbonero, Alan Patrick e Borré foram os destaques individuais mas a “corda esticada” de todos garantiram o resultado. Para mim esse é o ponto a celebrar. O técnico Paulo Pezzolano manteve o ritmo dos onze jogadores nos 90 minutos. Não deixou cair um segundo sequer. Os colorados estiveram duas vezes atrás no placar e souberam buscar. Só devem se preocupar com a defesa, que parece muito frágil e ainda carente.

O Grêmio, de forma alguma, deve fazer terra arrasada por ter perdido o Gre-Nal. Serve como recado para um 2026 onde não pode deixar de estar plenamente mobilizado. O favoritismo que a imprensa e as torcidas deram ao tricolor parece ter feito mal no vestiário. Menos mal que o efeito é quase nenhum, visto que a derrota não traz prejuízos para a campanha no Gauchão. O duelo com o rival mostrou para Luís Castro que Tetê é um baita acréscimo, que a defesa merece atenção e que a dupla Arthur e Thiaguinho terá problemas se não for mais protegida.

É só, para mim. Não sejamos definitivos. Foi só mais uma partida do campeonato regional ou, como estou considerando, a primeira do Brasileirão. Qualquer entusiasmo ou pedido de mudança agora pode nos prejudicar ali adiante. Foi o erro que nos fez ser coadjuvantes nas últimas temporadas. Não vamos repetir, por favor.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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