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Restartem o Lula

O presidente Lula pode até ser inocente nesta história toda. Mas quando é que alguém vai cutucá-lo e fazê-lo sair de sua delirante hibernação? …

O presidente Lula pode até ser inocente nesta história toda. Mas quando é que alguém vai cutucá-lo e fazê-lo sair de sua delirante hibernação? Quebrar o protocolo e abraçar operários rende boas fotos, mas o País precisa de um pouco mais de desconfiômetro, trabalho e coragem de enfrentar os fatos. Se ele fosse um computador seria o caso de “restartá-lo”.

Éramos felizes

Certa vez nos dirigíamos, Augusto Nunes e eu, à sede do Instituto Ayrton Senna, para uma entrevista com Viviane Senna que renderia reportagem de capa na revista Forbes. Eu já estava um pouco irritado com a lerdeza do taxista. Saíra com ele do Itaim Bibi, passara nos Jardins para pegar o Augusto e rumávamos para o bairro de Santana, onde fica o IAS, sempre muito devagar para meus padrões. A certa altura, o Augusto me perguntou: “Estamos atrasados?” Olhei para a rua, para ver mais ou menos onde nos encontrávamos, e respondi: “Um pouco, mas faltam só uns cinco minutos”. Ao que ele disse: “Tudo bem se ela ficar esperando um pouquinho, afinal, é natural chegar depois de um Senna”. Não resisti e completei a piada: “É, ainda mais com o carro sendo pilotado pelo Rubinho”. O taxista olhou-me com cara de decepção e disse: “Pô, doutor, também não precisa me esculhambar”.

Bons tempos em que o brasileiro lamentava a ausência de heróis, em que tínhamos disposição para nos irritar com o Rubinho. Éramos felizes e não sabíamos. A questão agora é como faremos para nos livrar de tantos vilões.

Os três patetas

Os parâmetros mudam. Nem dá mais tempo para rir do Severino. E do Zé Alencar, então? E do Itamar?

Babá e os 40 ladrões

Com o “dream is over” do PT, insistir com o discurso contra os “políticos tradicionais” leva aos braços de Luciana Genro e Babá. É isto ou os 40 ladrões.

Oh, coitada!

Deu pena da mulher do Marcos Valério. Não é mole administrar um lar com apenas R$ 63.500,00 por mês. Tem de maneirar no Haagen-Dazs. Daslu, no máximo uma vez por semana.

No nosso é colírio

Nunca havia visto alguém se desmentir tão rápido, com plenário lotado e transmissão ao vivo. O deputado Paulo Pimenta disse que se encontrou com Marcos Valério no carro, dentro da garagem do Congresso, para apanhar documentos. Já seria estranho. Em poucos minutos, não foi nada disso, os documentos estavam em cima da mesa o tempo todo. Nem precisava a confirmação de que eram falsos. Incrível.

Autor

Eliziario Goulart Rocha

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