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São tantas emoções

“Se chorei ou se sorri/o importante é que emoções eu vivi”. A música do Rei Roberto Carlos pode ser a canção do atual momento …

“Se chorei ou se sorri/o importante é que emoções eu vivi”.

A música do Rei Roberto Carlos pode ser a canção do atual momento do marketing esportivo. O importante é viver emoções. Os torcedores querem emoções. O esporte, assistir aos eventos ao vivo, traz uma forte carga emocional e de sentimentos.

Então, vejamos. Na realização do último GP de Fórmula 1, houve uma forte carga de emoções associada ao evento. Emerson Fittipaldi circulou com sua Lotus-72 pelas ruas de São Paulo. Para aqueles que têm a minha idade ou mais, é algo fantástico. Patrocinadores fizeram promoções, levando clientes sortudos a assistirem aos treinos e à prova de Fórmula 1. Clubes de futebol realizam sorteios entre sócios e torcedores para que estes sejam contemplados com mimos especiais: assistir aos jogos de seu time do coração com toda a mordomia. Pisar no gramado principal do estádio do seu time então? Gente casando nos gramados, no círculo central. Na capela do clube. Batismo do seu filho no clube do coração. Haja coração!

Evoluímos em muita coisa ao longo dos anos. Na ciência, na tecnologia, são avanços inacreditáveis. Mudamos muito, também. Nosso comportamento, comparativamente há 30 anos, é totalmente diferente. Estamos muito mais racionais. Porém, há uma instância que não conseguimos modificar (ainda bem, diga-se de passagem): a do caráter totalmente emocional do ser humano. Especialmente do cidadão brasileiro. Somos mais afetivos do que os alemães e russos, por exemplo. Mais expansivos. Mais emocionais.

Apesar de sermos mais quentes (emocionalmente) do que outros povos (que são considerados mais frios), este caráter emocional se aplica a quase todos os torcedores mundiais: todos tremem na base quando veem seu grande ídolo em carne e osso, quando pisam no gramado do seu clube, quando entram no vestiário, quando entram nos boxes da F1, quando visitam a sala do presidente. Dá um arrepio na espinha.

E é justamente este o grande espaço para que as empresas consigam estabelecer um vínculo fortíssimo com os torcedores/clientes. Fazer uso desta emoção, vinculada aos clubes e ídolos, para agregá-la à marca patrocinadora. Vínculo que, uma vez criado (da forma correta, é claro), é quase indestrutível. Os ídolos são figuras míticas, são a nossa encarnação vitoriosa, somos nós vencendo a tudo, na vida. Somos nós bem-sucedidos, famosos e belos. Por isso tanta carga afetiva.

O torcedor mais do que gosta desta emoção. Ele precisa desta emoção. Respira esta emoção. Vive esta emoção. O caminho está aberto. Que se emocionem agora os dirigentes de empresas, clubes, agremiações, equipes.

Autor

Flavio Paiva

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