Vivemos uma era de sermos sócios de tanta coisa, que varia desde plataformas de streaming até clube de futebol. Fazer parte de algo mais exclusivo é tentador (paga-se por isso, obviamente) e hoje vim aqui provocar uma reflexão pensando na comunicação e no marketing.
A fidelidade precisa ser valorizada. Isso vale para o consumidor e para todos os relacionamentos entre marcas – além de todo o resto. A recíproca precisa ser verdadeira e quem não se sente valorizado, acaba por desistir de fazer parte do “clubinho” e buscar diferentes meios e alternativas para ter aquele determinado serviço. Precisa (re) compensar. Como consumidores, ficamos mais sensíveis à marca que escolhemos para chamar de nossa quando nos sentimos importante para ela.
Minha inspiração veio quando meu marido, que era sócio há anos do seu time do coração, me disse que iria entregar a carteirinha. “Ao longo de todos esses anos, muita coisa poderia ter sido feita. Desde uma mensagem no meu aniversário até mesmo um mimo que custaria centavos”, ele disse. Chamamos isso de marketing de relacionamento. E a ausência dele traz consigo suas consequências.
Captar sócios compõe estratégia de marketing, mas é quase puramente comercial. O foco é a venda, vamos ser sinceros. Só que o pós-venda, tão falado no varejo, existe justamente para reforçar a importância desse cuidado. Precisamos comemorar quem temos ao nosso lado, que investe no nosso negócio, aquela pessoa nos escolheu por algum motivo e isso precisa ser constantemente recordado. Senão o encanto acaba. “- Ah, mas ele pagava menos em jogos”. Com a pandemia, há mais de um ano não temos estádios abertos. De lá para cá, mesmo com todos os perrengues financeiros que se enfrenta, o contato com o torcedor precisava ser ainda mais ativo. A entrega, o elemento surpresa, o algo a mais é um ativo incrível e simples de planejar. E garante que a conta, no final do mês, feche mais positiva. Em números e em satisfação. A paixão tem tempo de validade e a conquista caminha junto com ela.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial