Qual é o risco que corremos com a desinformação? Qual o custo de compartilhar prints? De ler apenas títulos? De ter abandonado o costume – ou nem criado – de ler jornais? De assistir um telejornal?
A maioria dos veículos de imprensa comprometidos com a verdade dos fatos – por óbvio – trabalha com assinaturas. Para ter acesso, é necessário que o leitor faça login. A partir daí, temos estabelecida uma linha de corte. Quem não tem acesso, muitas vezes rola a tela para o próximo post e foi-se a oportunidade de se bem informar. Daí vem na sequência, um card com o destaque que a pessoa que postou quis dar, o enfoque, o tom, o seu olhar dos fatos. Nessa pressa de mal ler legendas, está criado um caminho sem volta. Um caminho que ultrapassa valores caros da sociedade, como o que aconteceu nessa semana, com a saúde pública.
E quando essa desinformação é dita pelo presidente de um país? Recentemente, tivemos mais uma de tantas pérolas sobre a vacina que estampou todas as manchetes, associando a vacina contra a Covid-19 com o desenvolvimento do vírus da Aids. Sim, um absurdo. Como controlar o que um presidente fala, oras? Agindo como foi feito, tirando do ar para que não tomasse maiores proporções. Facebook, Instagram e YouTube renovam seu compromisso com a informação, com a sociedade e principalmente com a qualidade do conteúdo. A “sorte” é que como é uma bobagem atrás da outra, cada vez menos pessoas dão bola ao que é dito. Mas não há como negar que ainda tem outras tantas que acreditam, seguem e dão voz às bobagens que saem dali. São situações assim que são ditas em rodas de conversa com pessoas que se dizem desacreditadas na imprensa, que não se informam mais e mal acompanham as redes sociais. Muita gente escolhe viver numa bolha, outras acabam perdendo o interesse na política e restam aqueles que acreditam no valor da boa notícia e torcem para que aconteçam fatos que mereçam o devido destaque na capa.


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