Chegou o tempo quente, sol e horário de verão. Todo mundo sai às ruas e quer aproveitar este clima, que influencia tanto os hábitos quanto os horários dos brasileiros.
Tem a parte ruim: aqueles quilinhos que foram incorporados ao longo dos meses frios inevitavelmente cobram a conta agora, se pronunciando nas partes que ficam à mostra, em homens e mulheres. Então, tome caminhada, corrida, dieta, malhação.
Lamento informar (por experiência própria, diga-se de passagem) que a gente não perde os quilos acumulados no inverno nestes dois, três meses que antecedem o verão. Só, claro, abaixo de dietas malucas e exercícios no extremo, o que acaba comprometendo a saúde e, portanto, está fora de questão. Não é nem fora de questão, somente: é muito antiquado. Fazer dietas malucas e malhar feito doido para apresentar um corpo melhor no verão é algo ultrapassado, aqui pra nós.
Mas, para quem tem em torno de 40 anos, como eu (tenho 41, quase 42 anos), é até engraçado relembrar uns 20 anos passados. Quando comecei a fazer musculação (aí pela meta dos anos 80), nem se falava em musculação. Falava-se em “halterofilismo”. E era bem mal visto, como algo meio marginal. Depois, veio a onda da aeróbica e os flashdances da vida. Malhação, em especial para as mulheres, feita a partir de dança e, acreditem os mais novos, polainas de lã. As pobres mulheres daquela época passavam um calor…
Nos dias de hoje, a regra é a gente se mexer. Não dá pra ficar parado, ainda mais em clima quente. O conceito de saúde foi incorporado ao dia-a-dia das pessoas. O sedentarismo está em baixa. Os cuidados com a saúde (desde que não sejam exagerados, óbvio) estão em alta: alimentação, exercícios, lazer. Claro que falta tempo para a gente fazer isto tudo (cuidar da alimentação, fazer exercícios e ter lazer de qualidade), mas vamos nos puxando. É muito legal para aqueles, da minha geração, ver a transformação que o mundo da saúde sofreu nos últimos anos.
Agora, fala-se também na saúde do planeta, que dela descuidamos. Assim como o nosso corpo, a Terra está cobrando a conta. Vamos ver se conseguimos fazer a Terra voltar a um estado de bem-estar mínimo. Entendo que a principal mudança foi a da mentalidade, tanto no caso da Terra quanto de nós mesmos: vimos que somos responsáveis tanto pela nossa saúde (ou ausência dela) quanto pela saúde do nosso planeta. Temos – e logo, nos dois casos – é que nos mexer!

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