Que maravilha a internet! Um clique, e conversamos com gente do mundo todo, muitas vezes olho no olho via webcam, sabemos de tudo instantaneamente e ganhamos um tempo precioso na vida, sem necessidade de gastar com telefone ou esperar pelo jornal do dia seguinte. Certo? Não tanto. Quem vive de e para a comunicação e que não se angustia com a possibilidade de perder “alguma coisa” por não ter acessado sua caixa de mail ou o msn nos últimos 15 minutos que atire a primeira tecla. Eu admito publicamente: sou adicta da rede. Da manhã à noite, o computador fica ligado para visitas mais ou menos longas às contas de correspondência virtual ou aos sites. Sempre com aquela urgência de quem vai tirar pai, mãe e avó da forca. Ou seja, caso clínico já.
Por isso gostei da coluna do Thomaz Wood Jr. na revista Carta Capital, que tem por título Frenéticos e Furiosos e que, tendo por fundo a questão dos apagadores de incêndio do mundo empresarial (aquela turma que está sempre correndo, seja para atacar urgências seja para parecer que está trabalhando de forma muiiito eficiente), cita um estudo sobre o que representa estar permanentemente plugado no mundo virtual.
Conta Thomaz: “Um estudo realizado na Microsoft, por Eric Horvitz, um pesquisador da própria empresa, e Shamsi Izbal, da Universidade de Illinois, revelou que os profissionais demoram, em média, 15 minutos para voltar às atividades de trabalho, depois de responder a um e-mail ou a uma mensagem instantânea. Em trabalho similar, Erik Brynjolfsson, do MIT, e colaboradores avaliaram o impacto da forma de uso da Tecnologia da Informação em uma empresa de recrutamento de executivos. O estudo revelou que os profissionais que mais usam o correio eletrônico e o banco de dados da própria empresa são os mais produtivos. Entretanto, além de um ponto ótimo, o uso da tecnologia em atividades simultâneas resulta em queda da produtividade e da taxa de conclusão de projetos.”
E acrescenta: “Serão os jovens mais aptos a atividades multitarefas que os mais velhos? Não necessariamente. Um estudo da Universidade de Oxford comparou dois grupos: o primeiro com idades entre 18 e 21 anos e o segundo com idades entre 35 e 39 anos. Em tarefas sem interrupção, os mais jovens são 10% melhores. Sua mente de fato é mais rápida. Entretanto, quando ocorrem interrupções (por telefone celular ou por mensagem eletrônica), ambos os grupos têm o mesmo desempenho, em termos de velocidade e exatidão.”
Lembro da época em que editava o Variedades do Jornal O Sul e que recebia em média 400 mails diários e, ao final da noite, tinha a mais absoluta sensação de impotência por não te conseguido dar a devida atenção a um terço das mensagens. Continuo sendo cobrada por pessoas que me chamam ao celular ou me enviam mails que não consigo responder de imediato. Tudo é urgente e, quando se vê, o dia passou em volta desta mais nova obrigação na vida: estar conectado. Ainda não encontrei o jeito certo de viver neste novo mundo sem culpas, relaxadamente. Ao mesmo tempo em que não sei mais como é passar sem meu computador e suas conexões, me sinto permanentemente escravizada ao que deveria ser uma janela para nossa liberdade de ação. Se alguém souber de uma fórmula para a cura desta síndrome de estar informado full time, por favor, envie um mail. Que, claro, vou abrir imediatamente!
E já que falei num colunista que admiro, vou falar em outro, que tem lá uma história meio complicada em governo passado, mas que não perdeu o faro jornalístico. Na coluna do Cláudio Humberto (claudiohumberto.com.br) tem uma notinha interessante sobre o Big Brother 7. Vale a pena ler. E entrar nos links que levam ao youtube. E ler os comentários dos internautas: “Ninguém segura a juventude do BBB.
São um sucesso na internet os vídeos dos “big brothers” da Globo em que “Alemão”, vencedor do “reality show”, aparece enrolando um cigarrinho suspeito (veja aqui), que divide com os outros participantes (link). Em outro vídeo (veja), a turma se esbalda tanto, que cafunga o ar puro que parece escorrer pelo nariz.”
