Colunas

Terceiro emergente setor

      A Sears (loja de departamento americana) doou em um final de ano US$ 50 mil em produtos para a população carente. Suas vendas foram …

      A Sears (loja de departamento americana) doou em um final de ano US$ 50 mil em produtos para a população carente. Suas vendas foram US$ 40 milhões mais do que o esperado.

      Estes são argumentos contundentes sobre a importância que o consumidor dá hoje para as empresas socialmente responsáveis. A presidente da Brazil Foundation, Leona Forman, discorreu sobre este tema. E mostrou que o Brasil é pródigo em investimentos em projetos sociais.

      No Brasil são investidos R$ 4,7 bilhões ano em projetos sociais. Nos EUA, US$ 20 bilhões. Porém, se fizermos a comparação correta, que é a proporcional, o investimento brasileiro representa 4% de nosso PIB. Já o investimento americano representa 1% do PIB dos EUA. Certamente a dor ensina a gemer e os brasileiros sabem melhor o que é ter graves carências. Assim, na hora de apoiar aqueles que necessitam, acabamos sendo mais solidários. Conhecemos e vemos a face da miséria diariamente. Outros números reveladores (números mundiais): as ONGs movimentaram US$ 1,2 trilhão no final dos anos 90, em 26 países monitorados e empregaram 19 milhões de trabalhadores, além de 11 milhões de voluntários.

      O comportamento do consumidor está mudando de maneira contundente. As empresas mais valorizadas, mesmo entre consumidores de baixa renda, são aquelas que, além de produzir, mantêm relacionamentos e compromisso com a comunidade e com o meio ambiente. Estes dois itens (responsabilidade social e responsabilidade ambiental) entraram de vez na pauta das empresas. Pode-se ter uma dimensão deste fenômeno pela quantidade de balanços sociais publicados no Brasil.

      Em tempos de produtos comoditizados, estes dois aspectos se tornaram diferenciais competitivos.

      A valorização destes aspectos (social e ambiental) por parte dos consumidores não se deu exclusivamente porque os produtos se comoditizaram e tinham que criar um diferencial. Fazem parte de um processo evolutivo do consumidor. Inicialmente, ter os produtos era o principal. Depois, te-los com qualidade e finalmente entramos numa nova era, a de que não basta ser competente, tem que ser responsável.

      Além disto, as pessoas têm em si (já disse há muito a psicanálise) sentimentos positivos e sentimentos negativos. Dentre os negativos, a raiva. Quem nunca sentiu vontade de esganar alguém, mesmo que este alguém fosse querido? Com relação a aspectos positivos, o ser humano (e os consumidores são humanos, por mais que as empresas os vejam como números). Sentimentos positivos incluem o desejo de ajudar o seu semelhante, estar em equilíbrio com a natureza e ter uma conduta pessoal correta.

      Assim, a valorização de posturas social e ambientalmente responsáveis por parte dos consumidores representa a externalização e a concretização de desejos latentes, que precisavam ser minimamente provocados para aflorarem. E por isto encontram tão forte eco nos clientes, que optam pela empresas responsáveis.

Livros

Campus:

      Envolvimento Total, de Jim Loehr e Tony Schwartz, 296 pág. A idéia básica do livro é que as pessoas devem gerenciar diariamente não o seu tempo (tendo em vista que o número de horas de um dio é fixo), mas a sua energia. Como ter energia de sobra para enfrentar os desafios da vida? Os autores discorrem sobre a maneira de fazer isto, fazendo com que você se torne um atleta corporativa. Um livro instigante. Quem não quer saber dosar e gerenciar suas energias? Se você é um deles, vá ao site www.campus.com.br

Bookman

      De autoria da Organização Mundial de Turismo, com 168 páginas, o livro tem muito a ver com postura corporativa responsável. O livro traça diretrizes de como desenvolver a indústria do turismo em harmonia com o meio ambiente. Os turistas (como de resto todos os consumidores) preferem destinos e alternativas turísticas que, além de lhes oferecer lazer, estejam inseridos dentro do novo conceito de responsabilidade social e ambiental. Um guia para uma profunda reflexão sobre procedimentos, que se destina não apenas àqueles ligados ao turismo, mas a qualquer atividade econômica. Visite e veja mais em www.bookman.com.br.

([email protected])

Autor

Flavio Paiva

Compartilhar:

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.