Jacaré parado vira bolsa de madame, era o dito popular da minha época de criança. Não devemos ficar parados na vida, devemos sempre buscar a evolução, seja como seres humanos, seja como profissionais, seja como países, seja como entidades, seja como clubes.
Evoluir, porém, não significa rejeitar o passado e muito menos práticas e idéias que sejam verdades de vida ou já consagradas. Para usar um exemplo prosaico, acho que o botão(de roupas) é um projeto que já nasceu fadado ao sucesso. Dificilmente será superado, bem como o próprio zíper. O velcro bem que tentou algumas vezes superar o zíper, mas acabou não acontecendo.
Da mesma forma, valem as máximas para a vida: alimentação balanceada(um prato colorido é um prato saudável, normalmente), cuidado com excessos, leitura e atividade física são uma promessa de uma vida saudável e ativa.
No caso das empresas, mesclar a experiência dos mais velhos com o vigor da juventude também é chave para se atingir o sucesso.
Entidades só têm poder se possuem um número representativo de sócios. A força da cooperativa. Juntos, somos sempre mais poderosos do que sozinhos.
E o que as torres gêmeas têm a ver com isto? Pois agora que foi morto Osama Bin Laden, os americanos e os cidadãos do mundo todo reviveram aquele episódio criminoso e impressionante por suas dimensões. A partir dali, o mundo nunca mais foi o mesmo. O mundo passou a ter um sentimento de insegurança crescente. Porque se os Estados Unidos, que todos considerávamos blindados, foram atingidos da forma que foram pelos terroristas, estamos todos vulneráveis. Posso afirmar que é um sentimento semelhante a quando se é assaltado em casa. Eu juntamente com a minha família o fui, na década de 80. Entraram, reviraram tudo, levaram muita coisa. Restamos com prejuízo material, mas principalmente psicológico. Porque aquela certeza de que a casa da gente é inviolável, acabou. E aí bate uma sensação de insegurança absurda. Então, quando caem os grandes referenciais – como a inviolabilidade da minha casa, da segurança americana, do Muro de Berlim, o mundo precisa se reorganizar, começar um novo ciclo. Mantendo as referências possíveis, necessárias e já consagradas. Mas partindo para um novo momento, com os novos elementos.
Assim é que está acontecendo no futebol: o Clube dos 13, entidade que existe desde o final da década de 80, está sendo esvaziado. Ainda é prematuro dizer se será o seu final, mas as forças do futebol brasileiro estão se reorganizando. Espera-se que, mais do que emoção, vaidades ou sentimentos, dirigentes usem a razão, ponderação e equilíbrio para chegar a um cenário melhor para clubes, jogadores, treinadores, mídia, agências de propaganda, veículos de comunicação e aqueles que mantém o prestígio desta indústria milionária: torcedores. Não vamos esquecer que a dieta equilibrada e o bom-senso são a chave da longevidade.

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