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Twittergate em Berlim

“Pessoal, vocês podem assistir o futebol em paz. A votação foi um sucesso”. Com esta frase, através de seu microblog (twitter), Julia Klockner, do …

“Pessoal, vocês podem assistir o futebol em paz. A votação foi um sucesso”. Com esta frase, através de seu microblog (twitter), Julia Klockner, do partido da chanceler Ângela Merkel, quebrou uma tradição de décadas na democracia alemã ao antecipar em 15 minutos a divulgação oficial do resultado da votação para a presidência. Os membros mais antigos do Parlamento exigiram a anulação do pleito, mas não encontraram receptividade.

O presidente alemão Horst Kohler foi reeleito para um mandato de cinco anos, com 613 votos contra sua opositora Gesine Schwan, com 503 votos. O cargo é cerimonial, pois as atividades executivas são exercidas pelo chanceler. Segundo os correspondentes, a eleição de Horst dá novo fôlego para que Ângela Merkel, que buscará um segundo mandato de quatro anos nas eleições de 27 de setembro.

Participaram da eleição 1.224 membros da Assembléia, que inclui políticos da Câmara Baixa do Parlamento (Bundestag) e representantes dos legislativos dos 16 estados alemães. Foi neste cenário que Julia Klokner achou que “não havia nada demais” em utilizar seu twitter para informar seus 56 “seguidores”.

Ulrich Kelber, centro direita, foi ainda mais específico, colocando através de seu microblog a contagem exata da votação. Klokner chegou a pedir desculpas, insuficientes para os membros do Bundestag. Embora o vencedor não tenha sido surpresa, a quebra do protocolo perturbou os membros mais tarimbados do Parlamento.

Os parlamentares idosos, guardiões máximos da conduta legislativa adequada, reuniram-se, porém nada foi decidido em consenso. Críticos insistem que somente o presidente do Bundestag tem o direito constitucional de declarar um novo Chefe de Estado. “Eu não tenho absoluta simpatia por coisas deste tipo porque vão minando a dignidade do Paramento”, disse Peter Raumsauer, diretor da bancada de centro. 

Os usuários dos twitters cresceram de 1,6 milhão para 32 milhões em todo o mundo, segundo a firma de pesquisa Cosepe. ”Tais números mostram uma avalanche e, portanto, não se pode proibir os twitters no Parlamento”, concluiu Susanne Kastner, vice-presidente da Câmara.

Autor

Iara rech

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