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Um instante apenas

Por Flavio Paiva

Li de um historiador a frase acima, claro que dentro de um contexto mais amplo. Estava totalmente expandido, fazia parte de uma coluna. Mas me serviu de base para a minha coluna, pois quando li eu me senti impactado.

Porque o que na vida é de fato um instante apenas? O resultado de uma vida também é construído a partir de momentos, encadeados (de forma lógica ou não, depende de quem vive a vida e das circunstâncias em que vive) um atrás do outro. 

Claro que, até para dar mais significado para a vida, procuramos ter uma visão em perspectiva do que foi, é e será a nossa vida. Um plano, um projeto, uma ideia. Ou vários, porque é muito difícil algum ser humano que parta com um único projeto na vida e nunca atue ou tenha experiência em outras áreas. 

Afora o fato de que muitas vezes uma experiência ou circunstância pode mudar o rumo de uma vida radicalmente. Existia aqui em Porto Alegre há alguns anos uma campanha de uma agência de viagens, cujo slogan era “Ninguém volta igual de uma viagem” e mostrava uma foto da pessoa antes de viajar e depois de viajar. Com mudanças em cabelos, roupas, etc. Um ser humano mudado.

E isso pode ser muito verdade. Uma viagem efetivamente pode ser profundamente transformadora. Pode ser prazerosa ou não, a trabalho ou a passeio, mas pode ser transformadora em maior ou menor grau, dependendo da viagem, do momento da pessoa, do que acontece ao longo da viagem e vários fatores.

Mas sim, há instante que são instantes apenas. Falo de coisas mais triviais, banais, cotidianas. No meu caso, fazer a barba, tomar banho, escovar os dentes. Claro que mesmo nesses momentos as pessoas estão pensando, pois o pensamento e a imaginação estão ativos o tempo todo. E desses pensamentos e dessa imaginação pode brotar uma reflexão, uma conclusão importante. Só que ainda assim, não será um momento apenas. Será resultado de uma série de experiências que foram vividas, acontecimentos, leituras, eventos que podem ter marcado em maior ou menor grau essa pessoa. 

Então, apesar de serem instantes apenas, compõem um mosaico. 

E, no caso, como esse historiador se referiu à morte como um instante apenas, fui obrigado a discordar. Me pareceu mais uma tentativa (consciente ou não) dele de reduzir a importância que a morte tem na vida dos seres humanos. É realmente muito, muito difícil encontrar quem não reflita a respeito da finitude em um ou normalmente diversos momentos. Porque se a morte encerra nossa experiência por aqui, ou seja, depois dela não poderemos continuar agindo (ou ao menos não da mesma forma) sobre as coisas, como não entendê-la com muito significado.

E você, o que acha? Existem muitos instantes apenas na sua vida? Ou todos os momentos da sua vida têm importância? Convido você a fazer essa reflexão e me enviar o resultado. Tenho muita curiosidade em saber.

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Autor

Flavio Paiva

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