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Uma águia contra o dragão

“A maior parte dos gastos tem pouco a ver com o terrorismo”, disse à Hearts Jonh Pike, diretor da GlobalSecuriry org, um grupo de …

“A maior parte dos gastos tem pouco a ver com o terrorismo”, disse à Hearts Jonh Pike, diretor da GlobalSecuriry org, um grupo de pesquisa independente, que acompanha tendências militares em todo o mundo. “Os gastos são voltados para ameaça que não ousa dizer seu nome, a China” As declarações de Pike combinam com as do Pentágono: “É preciso contingenciar a China”.

Contigenciar o quê? A protelação diplomática ou a linguagem milenar. Tudo veio à tona porque a Casa Branca enviou ao Congresso cifra de US$ 439 bilhões para a defesa que, somados aos do Iraque e Afeganistão, chegam aos incríveis US$ 523 bilhões. O slogan para justificar os gastos é o da “longa luta contra o terrorismo”, remetendo à “longa luta contra o comunismo.

US4 439 BILHÕES CONTRA 68?

O valor proposto supera em muito aliados e inimigos. A China, modestamente, aumentou em dois dígitos seu orçamento, para US$ 68 bilhões. Uma hiper-potência? É a expressão que já está circulando no Congresso com referência aos EUA. Os novos gastos com defesa prevêem, entre outros, uma nova frota de 179 caças para a Força Aérea ao custo de US$ milhões cada um, doze novos destróiers por U$ 3 bilhões cada. Iato entre outros itens.

Os EUA já possuem a única frota de aviões invisíveis do mundo, misseis para atingir qualquer ponto do globo, uma força área capaz de transportar soldados em curto prazo para qualquer parte do planeta.  Os economistas afirmam que gastos bem alocados podem obter muito mais do que dispêndios menos definidos. Mas  US$ 439 bilhões contra 68 bilhões ? A mídia americana está perplexa a fazendo muitas perguntas.

ELEVAR O YUAN À FORÇA

Os EUA chegaram a um déficit recorde de US$ 726 bilhões em 2005. A maioria dos títulos encontra-se entre países asiáticos. Entre eles a China, com US$ 201 bilhões. Após grande pressão da Casa Branca concordaram que o Yuan valorizasse em 2% e um certo grau de flutuação. No Senado, Charles E. Schumer, democrata de Nova Iork, e Lindsey Graham propuseram impor uma sobretaxa de  27,5% aos produtos chineses e se estes não deixarem flutuar sua moeda. Na última sexta- feira afirmou que o projeto será apresentado em março. Uma moeda chinesa mais forte tornaria as importações para os EUA mais baratas e, para a China, mais caras.

Na última segunda Pekim afirmou que permitirá aos seus cidadãos e empresas o investimento em mercados financeiros estrangeiros, através de bancos chineses, em uma tentativa de tirar a pressão sobre o Yuan.

CONGRESSO E CASA BRANCA

Se o democrata Shumer e o republicano Graham significarem tendências , o Congresso ficará com a Casa Branca, diz o Hearst Newpapers. Mas haverá batalha no Congresso. Dizia-se que o Iraque seria um passeio para os soldados americanos. Mas se não foi um passeio, teve uma vantagem: atrair para lá os mais perigosos terroristas. O que dificilmente ocorrerá com a China.

A estratégia americana é um incógnita na China, porém algo é certo: a intimidação.

DECIFRAR IDEOGRAMAS

A China é o maior detentor  individual das reservas cambiais em dólares americanos. Isto dá aos chineses um grande poder de destruição econômica. É como se o dragão  estivesse com a águia na boca Os americanos querem mais transparência do governo chinês, tentam impor padrões de difusão de informações.Mas os chineses são mestres na diplomacia protelatória. Não seria mais o acesso a mensagens cifradas? Os chineses usam metáforas que têm como referência sua cultura milenar e as expressam verbalmente através dos seus ideogramas.

No mandarim são mais de 3 000 caracteres, muitos com grafia parecida, mas com significado completamente distinto. Os tradutores ocidentais,espiões e a CIA levaram anos tentando saber as razões da democracia de protelação E aprender o mandarim . Aparentemente não obtiveram  pleno resultado em seus esforços. Se não para que o orçamento de US$ 439 bilhões para a defesa?

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Autor

Iara rech

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