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Uma estranha superpotência

“Uma estranha superpotência” – é assim que estudo do diário Financial Times classifica a China para daqui a cinco anos, quando o FMI afirma …

“Uma estranha superpotência” – é assim que estudo do diário Financial Times classifica a China para daqui a cinco anos, quando o FMI afirma que sua economia ultrapassará a americana. A ascensão da China, diz o estudo, mudará as ideias sobre o que significa ser uma superpotência. Ao longo do século americano, vigorou a ideia de que a maior economia do mundo também era a nação mais influente.

O que se tem ainda hoje é que o americano médio tem renda muito superior ao chinês médio. E os Estados Unidos têm a força militar, a OTAN a seu lado, as sedes do Banco Mundial, do FMI, da Organização das Nações Unidas, e, por que não, de Hollywood, do Vale do Silício e, enfim, abriam o “sonho americano”.

A China, argumenta o Financial, não está nem perto de alcançar o poder militar norte-americano, com seu alcance global e alta sofisticação tecnológica. “Ainda assim, embora o poder econômico e o político não sejam a mesma coisa, os dois estão intimamente ligados”, avança o diário.

O estudo ainda afirma que o poder da China – combinado com a ansiedade quanto à temível dívida pública que cresce nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão – desafiará o entendimento ocidental sobre a relação entre democracia e sucesso econômico. Desde que os Estados Unidos se tornaram a maior economia mundial, perto do final do século 19, a mais poderosa economia do mundo é uma democracia. Mas, se a China continuar sendo um Estado de partido único durante a próxima década, isto mudará.

O confiante lema ocidental “a liberdade funciona” será desafiado à medida em que o autoritarismo entrar em moda mais uma vez.

Autor

Iara rech

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