Em uma iniciativa surpreendente, o Google lançou a interconexão entre redes sociais como Orkut, Ning, Linked In, Friendster. Muitos dizem que é um ataque direto ao Facebook e aos sites de comunicação da Microsoft. Independentemente da guerra dos sites, a ação do Google dá novo impulso ao sucesso dos sistemas que promovem a inteligência e a informação coletivas. E também sobre os reflexos numa era de usuários múltiplos.
Antes de qualquer informação, é necessário entender como a rede funciona, diz o escritor Dalton Martins: “A rede reage como um organismo, formado de diversos nós que se comunicam”. Tais nós “se conversam” pelos diversos meios variados: blogs, fotoblogs, Orkut e todos os aplicativos que têm como função juntar pessoas. Pode-se receber um link que remete a uma informação necessária. Trata-se do Open Social.
Open social
É um conjunto de aplicativos desenvolvidos pelo Google para catalisar as informações entre e intra-redes sociais disponíveis. O que isto significa? Um garoto que está no Orkut pode comunicar-se com uma garota no Ning. Considera-se que o valor da rede está na sua abertura. Le Monde Diplomatique: “Adicionar importância à Internet aumenta o seu valor. Se uma rede é otimizada para um tipo de aplicação, o Open Social permite otimizar outra ou outras demais redes”. Com o MySpace em versão brasileira, e a executiva do Flick que já veio a São Paulo prospectar mercado, o Brasil está na rota de todos estes acontecimentos.
As parcerias
O Open Social, evidentemente, não servirá apenas para conversas entre adolescentes ou obras conjuntas entre escritores. As características da rede são tão amplas que podem ser aplicadas às ciências e a todas as atividades humanas em geral.
E como fica a mídia?
Para o diretor do Ibope/Net Ratings, Roberto Coutinho, a primeira questão é como lucrar com as contribuições dos internautas, “seja através do desenvolvimento de novos produtos, seja para atrair novos consumidores”. A segunda questão, segundo ele, é saber se o conteúdo das plataformas colaborativas representa “uma ameaça ou oportunidade para as organizações tradicionalmente envolvidas na cadeia de comunicação mercadológica, como as agências de publicidade, institutos de pesquisa e departamentos de marketing dos grandes anunciantes”.
É preciso lembrar os reflexos sobre a mídia tradicional, como TVs, rádios, jornais revistas e outros tantos veículos de comunicação. Cada vez mais, a Internet está se tornando o veículo predileto para a busca de informações e notícias. E não é por outro motivo que os principais jornais e revistas têm seu conteúdo divulgado na Internet. O que, por enquanto, é uma solução.


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