Sim, foi o que o britânico Anthony Lee, motorista de caminhão aposentado, tentou fazer. É um dos hotéis mais famosos do mundo, endereço certo dos milionários em viagem à capital londrina. Lee convenceu sua vítima, o britânico Terence Collins, de que era associado dos irmãos David e Frederick Barclay, donos do hotel.
Garantiu que tinha um contrato para a compra do hotel e pretendia revendê-lo. Segundo a BBC, para dar continuidade ao negócio Lee exigiu um adiantamento de um milhão de libras (R$ 2,7 milhões), parte de sua comissão de 2,5 milhões de libras. Collins, um negociante de propriedades de luxo, pediu um financiamento ao holandês Marcus Boeckhorn, dono de uma cadeia de lojas. E pagou a Lee o adiantamento.
O ‘vendedor’ foi julgado no início de 2010 e condenado a oito anos sem “sursis”. Mas ele não está solitário na fraude aos incautos. O americano George C. Parker fez carreira vendendo ícones de Nova York como a Estátua da Liberdade e o Metropolitan Musem of Arte aos desavisados que chegavam ao país no início do século XX. Vendeu a Ponte de Brooklyn duas vezes por semana em média. Foi condenado à prisão perpétua.
Vigaristas e otários formam uma simbiose. Mas quanto mais hábil for o fraudador, mais a vítima se sente tentada. Contam os anais da policia egípcia que foi tentada a venda da pirâmide de Quéops, com a promessa de altos lucros pelo interesse dos visitantes. O abordado foi salvo por uma visita ao Museu de Antiguidades do Egito.
Mas não podemos esquecer nosso mais recente e famoso fraudador, Bernard Madoff, um vigarista que o mundo financeiro custará a esquecer, e que não poderia faltar nesta coluna. Ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, foi o autor de um dos maiores golpes financeiros de Wall Street. Nas duas últimas décadas, milhares de clientes – entre fundos de investimento, entidades de caridade e celebridades de Hollywood, como Steven Spielberg – investiram R$ 110 bilhões nas empresas de Madoff, que sumiu com a quantia.
Madoff oferecia alta remuneração, e ia pagando os juros com o capital que entrava. Nisto não se diferiu de Bruno Ponzi, imigrante italiano que, no início do século XX, viu ruir seu castelo de cartas. Da mesma forma que Madoff, agora condenado a 150 anos de prisão.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial